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sábado, 1 de agosto de 2026

CRISE ENTRE POLÍCIA FEDERAL E MINISTRO MENDONÇA


A abertura de uma nova frente de investigação no caso do INSS, envolvendo um pedido da Polícia Federal para apurar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, ampliou a crise entre setores da PF e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. A PF solicitou a abertura de um novo inquérito, que passou por Alexandre de Moraes durante o plantão, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e foi distribuído a Mendonça, responsável pelo inquérito principal. Nos bastidores, o gabinete do ministro demonstra insatisfação com a condução das investigações. Assessores cobram informações sobre o andamento do caso, questionam a demora em diligências e manifestam preocupação com mudanças na equipe responsável. A Polícia Federal nega qualquer irregularidade e afirma que todos os procedimentos seguiram critérios técnicos.

O clima de tensão aumentou quando a PF acionou a Advocacia-Geral da União para avaliar restrições impostas por Mendonça ao compartilhamento de informações da investigação com superiores dos delegados. Segundo interlocutores do ministro, há indícios de problemas na condução das apurações. A PF rejeita essa avaliação e afirma que decisões judiciais não podem interferir em suas atribuições. A corporação diz que os questionamentos à AGU começaram em janeiro, antes mesmo da investigação sobre Lulinha, e foram formalizados em maio e junho. Outro foco de tensão surgiu com a retirada parcial do sigilo do caso envolvendo o senador Jaques Wagner, que levantou suspeitas de vazamento de informações. Com isso, o caso do INSS passou a expor também uma disputa institucional entre a Polícia Federal e o gabinete de André Mendonça sobre o controle das investigações. 

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