O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A investigação apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à comercialização de cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde. Segundo a PF, Lulinha teria atuado no setor ao lado da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os investigadores apontam indícios de contatos entre os alvos e servidores públicos, inclusive do gabinete da Presidência. Uma das linhas de investigação é a atuação em favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS, com o objetivo de viabilizar contratos para medicamentos à base de cannabis no Ministério da Saúde, embora o negócio não tenha sido concluído.
A defesa de Lulinha afirmou desconhecer o inquérito, questionou a competência do STF e negou qualquer ligação com fraudes no INSS. Roberta Luchsinger também disse não ter sido informada sobre a nova investigação e afirmou que os fatos já são objeto de apuração. A PF também pretende compartilhar provas da Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS e tem o Careca do INSS como um dos alvos. O pedido recebeu parecer favorável da PGR para abertura de um novo inquérito, distribuído ao ministro André Mendonça. No ano passado, Lula declarou que qualquer envolvido em irregularidades, inclusive familiares, deveria ser investigado.
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