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sábado, 25 de julho de 2026

NOVAS SOBRETAXAS EM VIGOR


Com a entrada em vigor das novas sobretaxas dos EUA de 25% e 12,5%, estimativas apontam que entre 23,1% e 32%das exportações brasileiras para o mercado norte-americano serão afetadas. Especialistas alertam que os impactos vão além das empresas exportadoras, podendo pressionar o câmbio, a inflação e influenciar o cenário eleitoral. A tarifa adicional de 12,5% integra uma ação comercial dos EUA contra países considerados insuficientes no combate ao trabalho forçado. O Brasil recebeu a maior alíquota, enquanto países como a Argentina foram taxados em 10%. O governo brasileiro considera a medida arbitrária. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, 16,5% das exportações sofrerão incidência conjunta das duas tarifas, totalizando 37,5%, afetando produtos como máquinas, madeira, calçados, móveis e confecções. Por outro lado, 52,7% das exportações, incluindo café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas e celulose, permanecem isentas das novas sobretaxas.

A consultoria MB Associados estima que até US$ 14,3 bilhões em exportações brasileiras poderão ser atingidos, enquanto a Amcham Brasil calcula impacto sobre US$ 12,5 bilhões, dos quais 85,3% estarão sujeitos à tarifa acumulada de 37,5%Entidades empresariais defendem a manutenção do diálogo e alertam que medidas de reciprocidade podem agravar os prejuízos econômicos. Para economistas, a prioridade deve ser a diversificação de mercados, já que as tarifas tendem a permanecer e reduzir a competitividade brasileira nos EUA. Representantes da indústria criticaram a justificativa americana sobre trabalho forçado, afirmando que o Brasil é reconhecido internacionalmente pelo combate a essa prática. Também elogiaram o pacote de R$ 18,5 bilhões anunciado pelo governo para apoiar exportadores afetados.

 

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