Como usuários frequentes de chatbots como ChatGPT e Gemini, muitos acreditam compartilhar apenas informações pontuais. Porém, ao pedir que as IAs revelassem o que haviam deduzido ao longo das conversas, um jornalista descobriu que elas traçaram um perfil surpreendentemente detalhado. Inferiram sua faixa de renda, problemas de saúde, traços psicológicos e estilo de vida a partir de perguntas aparentemente inocentes. Especialistas afirmam que esses sistemas não apenas registram informações fornecidas, mas também fazem inferências sobre comportamento, condição socioeconômica e personalidade ao relacionar diferentes conversas. Entre os comandos sugeridos para testar esse recurso estão pedidos para revelar deduções sobre idade, renda, residência, perfil psicológico, pontos cegos, decisões futuras e informações potencialmente sensíveis.
Nos testes, o Gemini produziu um perfil mais completo por reunir mais histórico de interações. O ChatGPT também identificou hábitos de consumo, perfeccionismo e preocupações frequentes com saúde e segurança. Pesquisadores alertam que esse tipo de análise evidencia o poder dos modelos de IA para construir "dossiês" sobre usuários. Para quem se preocupa com privacidade, a recomendação é desativar, nas configurações, o recurso que permite aos chatbots utilizar informações de conversas anteriores para personalizar respostas.
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