Um caça Sukhoi Su-57, o mais moderno da Força Aérea da Rússia, ontem, 23, durante um voo de treinamento nos arredores de Moscou. O piloto conseguiu se ejetar e sobreviveu. O Ministério da Defesa confirmou o acidente, mas não informou a causa. Fontes ouvidas pela Folha afirmam que a aeronave sofreu falha simultânea nos dois motores, hipótese reforçada por um canal ligado a militares russos. A imprensa ucraniana divulgou outra versão, segundo a qual hackers teriam confundido o sistema antiaéreo russo, provocando o abate do caça. A informação, porém, foi negada por fontes próximas ao caso. O acidente representa um revés simbólico para Moscou. O Su-57, em operação desde 2020, é o único caça russo de quinta geração, com tecnologia furtiva. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), 22 das 76 unidades encomendadas estavam em serviço no fim de 2025.
O modelo já foi empregado de forma limitada na guerra da Ucrânia, principalmente em ataques de longa distância a partir do espaço aéreo russo. A queda ocorre dias após os Estados Unidos confirmarem que um F-16 ucraniano derrubou, pela primeira vez, um caça russo Su-35S, reforçando o peso simbólico dos recentes episódios envolvendo a aviação militar da Rússia.
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