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segunda-feira, 20 de julho de 2026

PRIMEIRA-MINISTRA ITALIANA AFASTA DE DONALD TRUMP


Era difícil e tornou-se praticamente impossível a tentativa da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de atuar como ponte entre Donald Trump e os líderes europeus. Divergências sobre tarifas, defesa e a guerra entre Israel, EUA e Irã romperam a relação entre os dois e enfraqueceram a estratégia externa da Itália. Aliados ideológicos desde antes da chegada de Meloni ao poder, ambos mantiveram proximidade até o início de 2025. A premiê foi a única líder europeia na posse de Trump e recebeu elogios na Casa Branca. O cenário mudou com os conflitos no Oriente Médio. A Itália sofreu com a alta dos preços da energia, recusou o uso de uma base na Sicília por aviões americanos e se afastou da ofensiva militar. As críticas de Trump ao papa Leão 14 agravaram a crise. Segundo o analista Leo Goretti, a derrota de Meloni em um referendo também refletiu o desgaste de sua associação com Trump. Em seguida, vieram ataques públicos do presidente americano, que acusou a premiê de buscar protagonismo e fez novas provocações.

Meloni respondeu afirmando não se arrepender da aproximação, mas a oposição classificou sua estratégia como fracassada. Especialistas avaliam que a política externa italiana perdeu protagonismo e que Meloni reduziu sua presença internacional. Nos próximos meses, Roma deverá buscar maior aproximação com potências médias, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Canadá, Austrália e Japão, em defesa de maior estabilidade global. Internamente, pressionada por forças mais à direita e pela proximidade das eleições de 2027, Meloni tende a endurecer o discurso contra a União Europeia, enquanto tenta reconstruir a relação com Washington.

 

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