O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta críticas após propor a entrada de investidores privados nas competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. O plano prevê que as federações nacionais aprovem o projeto até 19 de setembro para receber um aporte inicial de US$ 20 milhões, parte de um financiamento maior destinado ao desenvolvimento do futebol. A iniciativa é vista como uma forma de consolidar o poder de Infantino, que conta com amplo apoio de países da África, Ásia e Américas graças ao aumento dos repasses financeiros promovidos desde 2016. Como a aprovação exige maioria simples entre os 211 membros da Fifa, o dirigente tem boas chances de vencer a votação. O projeto também reforça os laços entre Infantino e Donald Trump. O fundo Thrive Capital, ligado à família Trump, participa das negociações, alimentando suspeitas de favorecimento político e financeiro.
Críticos afirmam que a venda de participações permitirá que investidores privados lucrem com o crescimento futuro da Copa do Mundo, contrariando a missão sem fins lucrativos da Fifa. O ex-dirigente Miguel Maduro classificou a proposta como uma "forma de propina legalizada". A iniciativa agravou o conflito com a Uefa. O presidente Aleksander Ceferin boicotou a final da Copa de 2026 e dirigentes europeus discutem possíveis reações, incluindo um eventual boicote a torneios da Fifa, embora essa hipótese seja considerada improvável. Apesar da resistência, Infantino chega ao processo mais fortalecido do que nunca.
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