Na semana anterior ao ataque iraniano de sexta-feira (17), que matou dois soldados dos EUA e deixou outro desaparecido na Jordânia, o Irã realizou outros três ataques contra forças americanas no país. As ações feriram dezenas de militares e danificaram helicópteros, segundo autoridades dos EUA. O Pentágono não divulgou esses episódios na época, alegando razões de segurança operacional e para evitar fornecer informações que pudessem favorecer novos ataques iranianos. O porta-voz Sean Parnell negou qualquer tentativa de ocultar baixas e afirmou que os dados são atualizados regularmente no sistema oficial do Departamento de Defesa. Segundo ele, quase cem militares ficaram feridos desde 7 de julho, a maioria com concussões leves, e 96% já retornaram ao serviço.
O governo Trump também tem divulgado poucas informações sobre a condução da guerra, incluindo o impacto nos estoques de armamentos e a capacidade militar do Irã. Com as mortes registradas na Jordânia e no Iraque, subiu para 17 o número de militares americanos mortos desde o início da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro. O Comando Central informou apenas que quatro soldados feridos no ataque de sexta receberam atendimento na Jordânia e já tiveram alta, sem mencionar os feridos nos ataques anteriores. Dados do Pentágono apontam 427 militares feridos durante o conflito, embora esse total inclua acidentes e ocorrências não relacionadas diretamente ao combate.
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