A posse de novos aliados de Donald Trump fortalece sua estratégia para a segunda metade do mandato, marcada pela disputa com a China, apontada como principal adversária dos EUA. Embora envolvido no conflito com o Irã, o foco estratégico de Washington é ampliar sua influência na América Latina. Na Colômbia, o presidente eleito Abelardo de la Espriella promete reativar bases militares dos EUA. No Peru, Keiko Fujimori reforça essa aproximação, enquanto Javier Milei negocia uma base americana na Patagônia e Daniel Noboa busca reabrir a base naval de Manta, no Equador.
Especialistas avaliam que o avanço da presença militar dos EUA acompanha a ascensão de governos conservadores na região. Para analistas, o Brasil tende a ficar mais isolado diplomaticamente e enfrentará maior pressão dos EUA, sobretudo no combate ao narcotráfico. Também alertam que a extinção da Unasul enfraqueceu a cooperação regional em defesa, aumentando a vulnerabilidade sul-americana diante da crescente presença militar norte-americana. A China, por sua vez, mantém atuação mais voltada ao comércio de armas e tecnologia do que à instalação de bases militares.
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