As 41 federações filiadas à Concacaf rejeitaram por unanimidade, ontem, 30, a proposta da Fifa de vender participação nas operações comerciais da Copa do Mundo. Em comunicado, a entidade afirmou que a decisão foi motivada pela falta de transparência, de devido processo legal e pelo curto prazo para análise da proposta. A Concacaf também questionou a necessidade de recorrer a investimentos privados para financiar projetos do programa Fifa Forward após a Copa mais lucrativa da história. Segundo a confederação, o debate reforçou a importância de uma governança adequada e da preservação do controle do futebol por suas entidades. "O futuro do futebol e seu ativo mais valioso devem permanecer nas mãos da família do futebol", destacou a organização presidida por Victor Montagliani.
A Fifa anunciou, em 19 de julho, a criação de uma empresa para administrar suas atividades comerciais e captar até US$ 10 bilhões (R$ 50,8 bilhões) em investimentos. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade, e não uma obrigação. A proposta já enfrenta resistência de dirigentes e federações, incluindo a ameaça de boicote das 55 associações da Uefa. Após a decisão da Concacaf, a Federação de Futebol dos Estados Unidos declarou apoio à posição da confederação.
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