A menos de um mês do início da campanha eleitoral, passaram a valer as novas regras do TSE para o uso de inteligência artificial nas eleições, com punições para o uso irregular da tecnologia. Para o consultor de marketing político Marcelo Vitorino, porém, as medidas não serão suficientes para conter deep fakes e fake news. Em entrevista ao programa CB.Poder, ele afirmou que as restrições atingem apenas partidos e candidatos, enquanto eleitores e outros usuários ainda podem criar e divulgar conteúdos falsos. Vitorino destacou que materiais manipulados se espalham rapidamente e são difíceis de remover da internet. Também criticou a regra que proíbe impulsionamento e publicação de conteúdos produzidos por IA nas 72 horas antes e nas 24 horas após a eleição, por considerar que ela limita a reação das campanhas a ataques de última hora.
O consultor defendeu que a imprensa profissional tenha papel central na checagem de informações e ressaltou que os próprios eleitores precisam evitar compartilhar boatos. Segundo ele, as redes sociais que mais exigem atenção atualmente são Instagram, Facebook, TikTok e Kwai, onde cresce a dificuldade de distinguir conteúdos reais dos produzidos por IA. Apesar dos riscos, Vitorino destacou que a inteligência artificial também oferece benefícios, como analisar discursos, entrevistas e planos de governo com rapidez e eficiência.
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