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sábado, 25 de julho de 2026

BRASIL TEM MAIORES TARIFAS NA EXPORTAÇÃO


O Brasil foi o país mais afetado pela nova reformulação das tarifas de importação dos Estados Unidos, segundo análise do Financial Times. Levantamento da Global Trade Alert mostra que a tarifa efetiva sobre produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7%, o maior aumento entre os principais parceiros comerciais dos EUA. Enquanto isso, França, Alemanha, Reino Unido e Espanha tiveram redução nas tarifas efetivas. A mudança ocorreu após a Suprema Corte considerar ilegais as tarifas amplas anunciadas por Donald Trump em 2025. Para manter a política tarifária, o governo americano substituiu a taxa global de 10% por tarifas específicas para cada país, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Segundo especialistas, isso dificulta que uma decisão judicial derrube todo o sistema. Na quinta-feira (23), os EUA anunciaram ainda uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros 59 países, alegando falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A medida entrou em vigor nesta sexta-feira e, somada à tarifa extra de 25% já aplicada ao Brasil, pode elevar a taxação de parte das exportações brasileiras para até 37,5%. Produtos considerados estratégicos terão exceções. O governo brasileiro negocia uma resposta e ampliou o apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que já liberou R$ 18,5 bilhões em crédito. O estudo aponta que Europa foi relativamente beneficiada, enquanto Brasil, China e outros países da América Latina e da Ásia registraram aumento nas tarifas. A União Europeia, porém, mantém um pacote de retaliação de cerca de € 93 bilhões caso os EUA ampliem novas barreiras comerciais. 

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