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terça-feira, 28 de julho de 2026

MULHER QUER RETIRAR O NOME DA MÃE DE SEUS DOCUMENTOS


Heloísa Rodrigues, de 28 anos, trava uma batalha judicial para retirar o nome da mãe de todos os seus documentos. Ela afirma que a medida busca romper definitivamente com um passado de violência, maus-tratos e abusos sexuais sofridos na infância e juventude. 
Em 2024, a Justiça autorizou a mudança de seu prenome, de Larissa para Heloísa, e a retirada do sobrenome materno, mas negou a exclusão do nome da mãe dos registros civis. Segundo Heloísa, a identificação materna em documentos e atendimentos médicos revive um vínculo que nunca existiu afetivamente. Ela relata agressões desde a infância e diz que começou a denunciar a mãe ainda criança ao Conselho Tutelar. Documentos mostram registros de denúncias por maus-tratos e pedidos de atendimento psicológico devido a um quadro de depressão. Heloísa também afirma ter sofrido abusos sexuais desde os 9 anos, alegando que a mãe ignorou suas denúncias.

Em 2017, ela apresentou provas ao Ministério Público de São Paulo. Dois homens foram condenados por violência sexual contra ela e suas irmãs, enquanto a mãe foi ouvida apenas como testemunha. A defesa recorreu da decisão judicial, argumentando que o Direito deve admitir a exclusão do vínculo registral em casos extremos. Especialistas divergem sobre o tema: alguns defendem a flexibilização dos registros, enquanto outros alertam para impactos na segurança jurídica. Em 2025, Heloísa denunciou novamente a mãe por violência doméstica, perseguição e participação nos abusos. A Justiça concedeu medida protetiva, e o caso é investigado pela Polícia Civil. A mãe nega todas as acusações. Atualmente, Heloísa trabalha em um banco, vive com a companheira e afirma que retirar definitivamente o nome da mãe dos documentos representa um passo essencial para sua reconstrução pessoal. 

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