Os protestos contra o presidente Volodimir Zelenski chegaram ao sexto dia nesta terça-feira (21) e aumentam a pressão por mudanças no comando militar da Ucrânia. A principal reivindicação é a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. As manifestações começaram na última quinta-feira (16), após a demissão do ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, considerado responsável pela ofensiva de drones e mísseis que atingiu o abastecimento de combustível na Rússia. Segundo analistas, Zelenski afastou Fedorov por disputas políticas e pelo conflito entre o ministro e Sirskii, criticado por adotar táticas de guerra consideradas ultrapassadas e de alto custo humano. Na segunda-feira (20), Zelenski afirmou ter discutido a situação com chefes militares, citando Mikhailo Drapatii, apontado pelos manifestantes como favorito para substituir Sirskii. O presidente nomeou interinamente Ievhenii Khmara para o Ministério da Defesa, mas ainda não indicou se atenderá ao pedido de reconduzir Fedorov.
A crise expõe disputas internas no governo ucraniano, em meio à guerra iniciada pela invasão russa em 2022. Enquanto isso, os combates continuam intensos. A Rússia voltou a atacar instalações portuárias em Odessa e restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após sucessivos ataques ucranianos. Um navio que transportava gás para Odessa foi atingido por um drone próximo à costa da Romênia. O governo romeno atribuiu o ataque à Rússia, que não confirmou a ação. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde os primeiros meses da guerra.
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