O governo de Donald Trump admitiu em documentos judiciais que cancelou mais de US$ 7,5 bilhões em subsídios para energia limpa da era Biden por critérios políticos, e não por economia de recursos. Segundo o Departamento de Energia, os cortes atingiram quase exclusivamente projetos localizados em estados que votaram em Kamala Harris e são representados por senadores democratas. A revelação reforça críticas de que a Casa Branca tem usado verbas federais como instrumento político, beneficiando aliados e prejudicando adversários. O caso ocorre enquanto o governo prepara novas regras que ampliariam o controle presidencial sobre mais de US$ 1 trilhão em subsídios anuais. Documentos oficiais reconhecem que os 284 projetos cancelados não foram selecionados por desempenho, custos, exigências legais ou critérios técnicos. Ao mesmo tempo, centenas de projetos em estados republicanos permaneceram financiados, apesar de recomendação anterior para cancelamento.
Os cortes afetaram obras de modernização de redes elétricas, redução de emissões de metano e produção de hidrogênio limpo em estados como Califórnia, Oregon e Colorado. Diversos beneficiários recorreram à Justiça para tentar recuperar os recursos. Parlamentares democratas classificaram a medida como uso político do governo federal. A senadora Patty Murray e a deputada Marcy Kaptur afirmaram que a administração Trump admitiu ter encerrado centenas de projetos apenas por razões eleitorais, acusando o governo de abusar do poder para punir estados que não apoiaram o presidente em 2024.
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