Até poucos anos atrás, ministros da Suprema Corte dos EUA viviam sem forte esquema de segurança. Hoje, a realidade é diferente. Em 2022, a ministra Amy Coney Barrett precisou usar colete à prova de balas após ameaças de morte. Barrett e a ministra Elena Kagan defenderam no Congresso a proposta orçamentária da Corte para 2027, que prevê aumento de quase 10% nos recursos. O principal motivo é a escalada da violência contra magistrados. Em 2025, o U.S. Marshals Service investigou 807 ameaças graves. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram 512 casos, com previsão de superar mil até o fim do ano. As intimidações incluem envio de pizzas não solicitadas às residências dos juízes, tentativa de assassinato contra o ministro Brett Kavanaugh e ataques do tipo swatting, que mobilizam equipes policiais com falsas denúncias. Barrett relatou que sua família foi surpreendida por um desses episódios, evitado graças à atuação dos agentes responsáveis por sua proteção.
Durante audiência no Senado, parlamentares questionaram se críticas do presidente Donald Trump ao Judiciário contribuíram para o aumento das ameaças. Kagan afirmou que críticas são legítimas, mas tentativas de intimidar juízes representam um grave risco à independência do Judiciário. Segundo ela, o reforço da segurança começou em 2017, diante do aumento das ameaças. A Suprema Corte solicita US$ 228,4 milhões para 2027, destinados principalmente ao fortalecimento da segurança física dos ministros e da cibersegurança da instituição.
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