Após seis dias de protestos, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski demitiu ontem, 21, o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. No comando desde o início de 2024, Sirskii será substituído pelo general Mikhailo Drapatii, de 44 anos. Os protestos começaram na quinta-feira (16) em Kiev e outras cidades. Manifestantes também pediam o retorno do ex-ministro da Defesa Mikhailo Fedorov. Fedorov ganhou prestígio pelos ataques com drones e mísseis contra a Rússia. Sua demissão foi atribuída a disputas com Sirskii e ao crescimento de sua influência política. Sirskii era criticado por adotar táticas de alto custo humano. Cartazes o responsabilizavam por elevadas baixas entre soldados ucranianos. Zelenski afirmou que a ofensiva de longo alcance continuará sob Drapatii.
Fedorov recebeu convite para um cargo na área de tecnologia, mas ainda não respondeu. A troca amplia a disputa interna pelo poder em Kiev. Sirskii havia substituído Valeri Zalujni, outro militar popular. Drapatii ganhou destaque ao conter uma ofensiva russa em Kharkiv. Enquanto isso, a guerra se intensificou no mar Negro. A Rússia atacou instalações portuárias em Odessa e embarcações na região. Moscou também restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após ataques ucranianos. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde 2022.
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