O senador Jaques Wagner (PT-BA) teve a transferência de um terreno avaliado em R$ 15 milhões suspensa por decisão do ministro André Mendonça, do STF, no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades ligadas ao Banco Master. A medida integra as restrições impostas após a operação da Polícia Federal, deflagrada em 18 de junho de 2026. A venda do imóvel, localizado em Camaçari (BA), foi bloqueada pelo cartório responsável após determinação judicial. O terreno havia sido negociado com a Lagoons Empreendimentos, empresa que tem como sócio o Grupo City, controlador do Esporte Clube Bahia. A defesa de Wagner afirma que a negociação começou em 2024, foi formalizada em 2025 e não houve tentativa de transferência após a operação. Segundo os advogados, o senador prestou todos os esclarecimentos e declarou regularmente os valores recebidos.
O contrato previa pagamento antecipado de R$ 2 milhões e os R$ 13 milhões restantes em permuta por lotes do futuro empreendimento. A empresa informou que a aquisição seguiu critérios de mercado, passou por diligência jurídica e não havia restrições registradas na época da compra. Durante a operação, a PF apreendeu relógios e encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao senador. A investigação apura suspeitas de atuação parlamentar em favor de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, acusação negada por Wagner. Após a operação, o petista deixou a liderança do governo Lula no Senado.
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