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terça-feira, 21 de julho de 2026

CAI A ÁREA QUEIMADA NO BRASIL


Um ano após os incêndios recordes de 2024, a área queimada no Brasil caiu 58% em 2025, passando de 302 mil km² para 127 mil km², segundo o Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas. Apesar da redução, o total ainda equivale a quase metade do estado de São Paulo. A principal queda ocorreu na Amazônia, onde a área atingida recuou de 158,2 mil km² para 31,4 mil km², o menor índice da série histórica iniciada em 1985. Pesquisadores atribuem o resultado ao período chuvoso mais longo, à redução do desmatamento, ao reforço da fiscalização e às medidas de prevenção adotadas após a crise de 2024, além da cobrança do STF por planos estaduais de combate ao fogo. O Cerrado concentrou 69% da área queimada em 2025, seguido pela Amazônia (25%), Caatinga (4%), Mata Atlântica (2%), Pantanal (1%) e Pampa (0,1%). O estudo mostra ainda que 52% das áreas queimadas voltam a pegar fogo em até quatro anos. Na Amazônia, quase um terço das áreas queimadas reincide em até dois anos.

Especialistas alertam que a Amazônia não é adaptada ao fogo e sofre crescente degradação com os incêndios. No Cerrado, embora o fogo faça parte do ciclo natural, a maioria das queimadas hoje é provocada pela ação humana, tornando os incêndios mais frequentes e extensos. O Pantanal foi proporcionalmente o bioma mais afetado, com 69% de sua área atingida. O relatório destaca que secas severas, calor intenso e eventos como o El Niño aumentam o risco de incêndios, reforçando a necessidade de controlar o uso do fogo e ampliar ações preventivas. Em 2025, 79% da área queimada correspondeu à vegetação nativa, principalmente no Cerrado, que respondeu por 74,6 mil km² das áreas naturais atingidas.

 

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