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sábado, 18 de julho de 2026

GOVERNO DIFUNDE NOTÍCIAS FALSAS, TEMENDO ELEIÇÃO DO FIM DO ANO


As declarações do Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, reforçam a estratégia do governo Trump de sustentar alegações sem provas sobre fraudes eleitorais, ampliando a pressão às vésperas das eleições legislativas. O discurso de Trump e a promessa de continuar defendendo essas acusações aumentam a tensão entre autoridades eleitorais e eleitores. Embora a Constituição atribua ao Congresso e aos estados a responsabilidade pelas eleições, o governo federal tem intensificado cobranças sobre administradores estaduais e locais. Mullin afirmou que autoridades eleitorais que deixarem de adotar medidas recomendadas pelo governo poderão ser alvo de multas, sanções e até prisão, conforme a gravidade do caso. Neste mês, o Departamento de Justiça enviou cartas aos 50 estados e ao Distrito de Columbia ameaçando ações criminais caso votos de não cidadãos fossem contabilizados. No ano passado, também avaliou processar autoridades eleitorais estaduais. Mullin repetiu a alegação de Trump de que mais de 250 mil não cidadãos estariam registrados para votar em quatro estados, mas documentos enviados pelo próprio secretário indicam que os números são apenas estimativas preliminares.

Na Pensilvânia, a carta cita até 14.576 possíveis registros irregulares, com base em dados públicos do cadastro eleitoral, sem explicar a metodologia utilizada. Autoridades da Califórnia, Pensilvânia e Nevada rejeitaram as acusações. A secretária de Estado da Califórnia, Shirley Weber, afirmou que o voto de não cidadãos é extremamente raro e que os cadastros são constantemente revisados. Especialistas observam que análises baseadas em registros públicos, dos quais foram retiradas informações de identificação por razões de privacidade, tendem a produzir resultados imprecisos e inflados. Há meses, o governo tenta obrigar estados governados por democratas a divulgar versões completas dos registros eleitorais, mas enfrenta resistência sob o argumento de proteção da privacidade dos eleitores e cumprimento das leis estaduais.

 

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