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domingo, 26 de julho de 2026

A RIQUEZA DA VENEZUELA NÃO RETIRA A POBREZA DOS VENEZUELANOS


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem a desfaçatez de assegurar que a Venezuela ainda não está preparada para realizar eleições, diminuindo o prestígio político dos líderes inclusive de Edmundo González, legitimamente eleito por ampla maioria como presidente do país. Não tomou posse, porque o ditador Nicolás Maduro deu golpe, violando o resultado do pleito e permanecendo no poder por mais de 13 anos; o ditador não reconheceu as eleições livres que elegeu a nova administração comandada por González. Maduro só foi apeado do poder em ação militar dos Estados Unidos, em 2026, com truculenta administração de Trump que capturou Maduro e sua esposa do Palácio, conduzindo-os para prisão nos Estados Unidos, onde continuam até o momento. O objetivo americano na Venezuela inclusive com a prorrogação indefinida da nova realidade presta-se para continuar explorando o petróleo do país e as jazidas de gás natural, ouro, ferro bauxita e outros minerais. 

Nos últimos anos, a Venezuela atravessou sérias dificuldades com a má gestão econômica, dependência do petróleo, queda na produção, corrupção, inflação extrema, sanções internacionais e instabilidade política. Com isso, houve verdadeiro colapso nos serviços públicos, provocando redução do poder de compra da população, junto com a crise migratória. Apesar de reparos na economia do país, os venezuelanos ainda não tiveram significativa melhoria, e continuam na situação de pobreza, com dificuldades para acesso à alimentação, saúde e serviços básicos. Esse cenário comprova o fato de que a riqueza de um a país não depende somente dos seus recursos naturais, mas da qualidade das instituições, da estabilidade política, da gestão econômica e da capacidade de transformar os recursos em desenvolvimento para toda a sociedade.   

Nicolás Maduro, um ex-motorista, assumiu o poder com a enfermidade do presidente eleito Hugo Chávez, em março/2013. No governo de Chávez, Maduro ocupou o Ministério dos Negócios Estrangeiros; a saída do presidente eleito, originada de enfermidade que lhe causou a morte, deu oportunidade para Maduro que foi reeleito em 2018, em eleições não reconhecidas pela oposição e pela comunidade internacional. Maduro governou com aquiescência e proteção dos militares que implantaram verdadeira roubalheira na riqueza petrolífera do país. Muitos venezuelanos deixaram o país e buscaram nova vida no Brasil e nos Estados Unidos. O ditador Maduro deverá ser julgado nos Estados Unidos no próximo ano e, certamente, será condenado e continuará preso. O único acerto dos americanos com a prisão de Maduro foi retirá-lo do poder, mas continua sem permitir a realização de eleições, porque obtém vantagens com a exploração do petróleo através de empresas do país.

Santana, 26 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
   Pessoa Cardoso Advogados.     



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