O Instituto Fogo Cruzado divulgou, nesta quarta-feira (29), balanço da violência armada em Salvador e Região Metropolitana (RMS) no primeiro semestre de 2026. O levantamento aponta aumento da participação policial nos tiroteios registrados. Foram contabilizados 656 tiroteios, dos quais 366 ocorreram durante ações policiais, o equivalente a 56% dos casos, o maior índice da série histórica na Bahia e superior ao registrado no Rio de Janeiro, Belém e Recife. No período, 637 pessoas foram baleadas: 487 morreram e 150 ficaram feridas. Destas, 340 foram atingidas durante operações policiais. O estudo mostra que 93% das chacinas ocorreram em ações policiais, deixando 49 mortos. Os bairros Nordeste de Amaralina e Pirajá concentraram 37% dessas mortes. Também foi registrado recorde de perseguições policiais: 98 casos, com 95 pessoas baleadas.
Crianças e adolescentes voltaram a aparecer entre as vítimas. Duas crianças foram baleadas em ações policiais, enquanto o número de adolescentes atingidos cresceu 36%. Os casos de pessoas baleadas dentro de casa aumentaram 17%, e os feminicídios cresceram 25%. Entre os casos está o assassinato da cabo Celeste de Oliveira Martins pelo marido, também policial militar. O número de agentes de segurança baleados dobrou em relação a 2025, e 59% foram atingidos durante o serviço. Salvador concentrou 74% dos tiroteios da RMS, com 473 ocorrências, 338 mortos e 126 feridos. Em seguida aparecem Camaçari, Dias d'Ávila, Lauro de Freitas e Simões Filho. Entre os bairros mais afetados estão Beiru/Tancredo Neves, São Cristóvão, Engenho Velho de Brotas, Pirajá, Itapuã, Pernambués e Santa Cruz.
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