O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca" por impedir sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Milei participou da convenção do PL, em São Paulo, que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. Chamou Bolsonaro de "grande amigo" e afirmou confiar em Flávio para enfrentar a esquerda.
Também criticou o socialismo e responsabilizou governos de esquerda pela crise econômica argentina. Disse esperar que a "onda de direita" chegue ao Brasil e que possa voltar a abraçar Bolsonaro. Ainda atacou o presidente Lula e declarou que Flávio pode "parar a escória socialista". O premiê israelense Binyamin Netanyahu enviou vídeo elogiando Flávio e sua relação com Israel. Ao encerrar, Milei adaptou o slogan de Donald Trump: "Faça o Brasil grande novamente". Finalizou o discurso com "Viva a liberdade, caralho", sob aplausos do público. Antes do evento, Milei e Flávio foram recebidos pelo governador Tarcísio de Freitas. No Palácio dos Bandeirantes, conversaram na ala residencial. Tarcísio entregou ao presidente argentino a Ordem do Ipiranga, maior honraria do Estado de São Paulo.
O médico e escritor Drauzio Varella fez duras críticas durante debate na Casa Folha, na Flip, em Paraty. Ele classificou como "absurda" a proliferação de faculdades de medicina sem estrutura adequada no Brasil. Defendeu a criação de um exame nacional, semelhante ao da OAB, para avaliar novos médicos. Também atacou as redes sociais, especialmente a Meta, por favorecerem a desinformação em saúde. Ao falar sobre sua carreira, destacou que o maior desafio da medicina é lidar com a incerteza e aliviar o sofrimento. Disse que médicos são treinados para curar, mas não para acompanhar pacientes sem possibilidade de cura. Ateu, afirmou que a fé não é uma escolha racional e relatou episódio da infância que marcou sua descrença. Defendeu que ateus não são menos éticos e criticou o monopólio moral atribuído às religiões. Sobre a morte, disse que teme apenas a morte violenta, e não a decorrente de causas naturais. Ironizou cirurgiões plásticos que se consideram artistas, diferenciando técnica de arte. Também elogiou a mudança da medicina em relação ao envelhecimento, incentivando idosos a permanecerem ativos. Por fim, classificou o negacionismo contra vacinas como "crime contra a saúde pública".
Colonos israelenses incendiaram e picharam duas mesquitas no norte da Cisjordânia neste domingo (26), segundo autoridades palestinas. Os ataques ocorreram em Qusra e Kour, onde foram deixadas pichações com Estrelas de Davi, mensagens de "vingança" e slogans racistas. O Exército de Israel informou que enviou tropas aos locais e investiga os incêndios. A violência na Cisjordânia aumentou desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. Na sexta-feira (24), confrontos entre colonos e palestinos deixaram seis mortos. Após o episódio, Israel anunciou uma nova operação militar no norte da Cisjordânia. O premiê Binyamin Netanyahu afirmou que acelerará a legalização de assentamentos. Cerca de 750 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional. Israel rejeita essa interpretação e também nega acusações de apartheid. Em janeiro, a ONU afirmou haver discriminação sistemática contra palestinos no território. Desde outubro de 2023, mais de 1.090 palestinos e ao menos 48 israelenses morreram na Cisjordânia. A região segue marcada pela escalada da violência e pelo impasse sobre sua soberania.
BATERIAS PLUG-IN REDUZEM GASTOS COM ELETRICIDADE
Restaurantes e pequenos negócios de Nova York estão adotando baterias plug-in para reduzir gastos com eletricidade. O Café Mars, no Brooklyn, paga cerca de US$ 4 mil por mês de energia e passou a usar baterias gratuitas da startup David Energy. Os equipamentos armazenam energia nos horários de menor demanda e a liberam nos períodos de pico. A economia mensal varia entre 3% e 5% na conta de luz. O sistema evita tarifas elevadas cobradas pelo alto consumo em determinados momentos do dia. Segundo a empresa, as baterias ficaram mais viáveis com a queda dos custos da tecnologia. A solução também reduz a necessidade de acionar usinas movidas a combustíveis fósseis. Desde dezembro, a David Energy instalou cerca de 1.500 baterias em 150 empresas. A startup pretende ampliar o projeto e investir em energia solar para seus clientes. A expectativa é reduzir ainda mais os custos e as emissões de carbono. A empresa planeja expandir suas operações para outras cidades americanas. Para comerciantes, mesmo pequenas economias fazem diferença em um setor de margens apertadas.
PROCURADOR FEDERAL É DEMITIDO
O principal procurador federal de Seattle, Roger Rogoff, entrou na Justiça após ser demitido menos de uma hora depois de tomar posse, por determinação do presidente Donald Trump. Nomeado por juízes federais, Rogoff alega que a exoneração foi inconstitucional e pede a anulação da medida. O caso deve testar a autoridade do governo para demitir procuradores indicados pelos tribunais. Pela legislação, juízes podem nomear procuradores temporários quando o Senado não confirma um titular. O Departamento de Justiça, porém, sustenta que o presidente tem poder para dispensá-los. Rogoff afirma que sua demissão desrespeitou a Constituição e a autonomia do Judiciário. Antes da nomeação, o procurador-geral interino Todd Blanche já havia sinalizado que demitiria indicados pelos juízes. Após a exoneração, Blanche reafirmou que Trump tinha autoridade para a decisão. O Departamento de Justiça disse que a escolha de Rogoff não foi coordenada com o governo. Casos semelhantes ocorreram em Nova Jersey e Virgínia, envolvendo procuradores ligados a Trump.
As disputas ampliam o conflito entre Executivo e Judiciário sobre essas nomeações. A decisão judicial poderá estabelecer um precedente para futuros casos semelhantes.
TRIBUNAL NEGA INDENIZAÇÃO DE CONDENADO POR ROUBO
A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de indenização de um condenado por roubo e associação criminosa contra um site de notícias. O autor alegava que foi retratado de forma distorcida ao ser chamado de líder do “novo cangaço” e “maior ladrão de banco do Brasil”. O colegiado rejeitou tanto os danos morais quanto a retirada das reportagens. O relator, desembargador Enéas Costa Garcia, afirmou que as matérias respeitaram a liberdade de imprensa, protegida pela Constituição. Segundo ele, as informações foram baseadas em decisões judiciais, registros públicos e manifestações de órgãos estatais. O magistrado destacou ainda que o próprio autor reconheceu possuir condenação criminal e cumprir pena de prisão. Participaram do julgamento os desembargadores Mônica de Carvalho e Antonio Carlos Santoro Filho. A decisão foi unânime.
Santana, 26 de julho de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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