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quarta-feira, 22 de julho de 2026

MELONI, DA ITÁLIA, ROMPE COM TRUMP, DOS EUA


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, viu fracassar a tentativa de atuar como ponte entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e os líderes europeus. As divergências sobre comércio, defesa e o conflito entre Israel, EUA e Irã levaram ao rompimento público entre os dois, enfraquecendo a estratégia diplomática italiana. Aliados ideológicos desde antes da chegada de Meloni ao poder, ambos mantiveram relação próxima até 2025. Ela foi a única líder europeia presente à posse de Trump e recebeu elogios na Casa Branca. A sintonia, porém, se desfez com as tarifas comerciais, as cobranças da Otan e a recusa italiana em permitir o uso de uma base na Sicília por aviões americanos. Os ataques de Trump ao papa Leão 14 agravaram a crise. Meloni considerou as declarações inaceitáveis, tornando o distanciamento definitivo.

Especialistas afirmam que a derrota do governo em um referendo e a rejeição do eleitorado à proximidade com Trump também influenciaram a mudança de postura. Após trocas de acusações públicas, Meloni passou a priorizar a reconstrução das relações internacionais da Itália. A estratégia agora é fortalecer laços com potências médias, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Canadá, Austrália e Japão, países interessados em maior estabilidade global. No cenário interno, pressionada pela direita e de olho nas eleições, Meloni tende a endurecer o discurso contra a União Europeia, enquanto busca preservar sua permanência no poder.

 

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