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sexta-feira, 17 de julho de 2026

TRUMP ESTÁ IMPLICADO COM O "PIX"


Em menos de cinco anos, o PIX tornou-se um dos principais meios de pagamento no Brasil, garantindo recebimento imediato, menor custo e mais eficiência para pequenos negócios. Agora, o sistema está no centro da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos para impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o PIX favoreceria o Banco Central e criaria concorrência desigual para empresas americanas do setor de pagamentos. No Brasil, especialistas afirmam que o sistema apenas reduziu custos, eliminou intermediários e ampliou a concorrência. Pesquisa do Sebrae mostra que 59% dos pequenos empresários já utilizam o PIX como principal forma de recebimento. Antes do sistema, comerciantes dependiam de dinheiro ou cartões, sujeitos a taxas e demora na liberação dos recursos. Especialistas ressaltam que cartões de crédito e débito continuam operando normalmente, sem restrições impostas pelo PIX. Para o CEO da PagBrasil, Ralf Germer, o sistema não substituiu outras formas de pagamento, mas estimulou inovação no mercado. Economistas apontam que o PIX afeta principalmente empresas que lucravam com tarifas de transações, como Visa e Mastercard.

Outro ponto de atenção é o futuro PIX Internacional, que poderá integrar sistemas de pagamento entre países e reduzir custos em transações internacionais. Embora alguns analistas vejam possível impacto sobre a hegemonia do dólar, essa hipótese não faz parte das justificativas oficiais do governo americano. Os EUA também possuem sistemas semelhantes, como FedNow e Zelle, mas com alcance menor que o PIX. Em 2025, o sistema movimentou cerca de R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações. Além do PIX, os EUA citaram decisões do STF sobre plataformas digitais, propriedade intelectual, tarifas, corrupção e desmatamento para justificar o tarifaço. O governo brasileiro rejeita as acusações, afirma que atua dentro da legislação nacional e promete responder às medidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica. 

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