O vídeo criado com inteligência artificial em que Jair Bolsonaro declara apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, exibido na convenção nacional do PL, poderá ser investigado por possível descumprimento das restrições impostas pelo STF ao ex-presidente. Segundo o advogado Jhonatan Ferreira, só haverá responsabilização se houver provas de que Bolsonaro participou ou autorizou a produção da mensagem. Parlamentares do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República, alegando que a peça pode configurar propaganda eleitoral irregular e tentativa de contornar as medidas judiciais impostas ao ex-presidente. Flávio, oficializado candidato à Presidência, afirmou que Bolsonaro é vítima de perseguição política.
O caso também reacende o debate sobre o uso de "deepfakes" na campanha eleitoral. A resolução do TSE proíbe o uso de imagens e vozes sintéticas para favorecer candidaturas, ainda que autorizadas. Embora o vídeo informe que foi produzido com IA, especialistas divergem sobre sua legalidade, especialmente por ter sido exibido antes do início oficial da propaganda eleitoral. Para juristas, a identificação de que se trata de uma simulação reduz o risco de enganar o eleitor, mas não elimina a possibilidade de questionamentos, já que a norma do TSE trata a vedação ao uso de "deepfakes" como absoluta em propaganda eleitoral.
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