PUC APRESENTA PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIAA PUC-SP, que completa 80 anos, prepara um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para incentivar a aposentadoria de professores mais antigos. Segundo o reitor Vidal Serrano, a medida busca reduzir custos com salários elevados e renovar o corpo docente. Ele afirma que docentes antigos recebem até R$ 40 mil mensais e resistem à aposentadoria devido à queda de renda. A universidade enfrenta queda de alunos há 15 anos, com redução de 40% entre 2010 e 2024. Alguns cursos, como serviço social e filosofia, não abriram turmas por falta de interessados. Serrano assumiu a reitoria em 2024 com foco em reformular cursos e atrair estudantes. O PDV ainda será apresentado e precisa de aprovação do Conselho Universitário. A proposta prevê indenização, gratificação parcelada e manutenção do plano de saúde. Há cursos com quase metade dos docentes acima de 75 anos. Após aposentadorias, a PUC-SP pretende contratar novos professores. O reitor aponta fatores externos e internos para a crise, incluindo falta de modernização. Ele defende atualização curricular com foco em tecnologia e mercado de trabalho.
ESTUDANTE É EXPULSO POR ESTUPRO
Um ano e sete meses após denúncias de estupro no Crusp, a USP apresentou uma resposta institucional. Os casos vieram à tona entre agosto e setembro de 2024, com dois relatos divulgados pela imprensa. No fim de março, a universidade concluiu um dos processos e decidiu expulsar o acusado da moradia estudantil, além de proibi-lo de frequentar a instituição por 120 dias. A vítima afirmou sentir alívio, já sem expectativa de punição. O processo ocorreu sob sigilo, sem identificação da defesa. A USP declarou ter seguido todos os ritos legais, garantindo ampla defesa e cautela para evitar nulidades. Já o segundo caso segue sem desfecho. A denunciante recebeu atualização em março, com prazo para responder a alegações da defesa sobre consentimento. Ela relata ter sido constrangida em tentativa de conciliação e deixou o Crusp por medo. Ambos os casos foram levados à polícia e resultaram em medidas protetivas, mas ainda sem conclusão. O governo federal articula um protocolo nacional para agilizar punições e acolhimento às vítimas. Após os episódios, a USP criou um sistema para aprimorar o atendimento e registro de casos de violência.
O Nubank está prestes a abrir um escritório no Abu Dhabi Global Market (ADGM), em parceria com instituições de investimento e financeiras, segundo comunicado oficial divulgado nesta terça-feira. A iniciativa foi discutida em reunião entre o fundador e CEO da fintech, David Vélez, e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. No encontro, foram abordadas oportunidades de investimento nos Emirados Árabes Unidos e no emirado de Abu Dhabi. Procurado, o Nubank não comentou imediatamente o assunto no Brasil. Em janeiro, a empresa anunciou ter recebido aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos. A autorização foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC). A fintech ainda aguarda a licença completa para iniciar suas operações no país. Entre os serviços previstos estão contas de depósito e cartões de crédito. Também estão incluídos financiamento e custódia digital de ativos. A expansão internacional reforça a estratégia global do Nubank. A empresa busca ampliar sua presença em mercados financeiros relevantes. O movimento sinaliza interesse crescente em regiões estratégicas como o Oriente Médio.
JUIZ AMERICANO NEGA PEDIDO DE VORCARO
A Justiça dos Estados Unidos negou parcialmente um pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e autorizou o liquidante do Banco Master a continuar mapeando bens ligados à massa falida. A defesa contestava ações da EFB Regimes Especiais, que vem expedindo intimações a empresas e pessoas que fizeram negócios com Vorcaro. O objetivo é reunir provas de supostas fraudes envolvendo ativos do banco, com mais de 28 intimações já emitidas desde janeiro. Os advogados alegaram abuso e pediram proteção contra as medidas, mas o juiz Scott M. Grossman rejeitou parte do pedido. Ele afirmou que as ações estão alinhadas à lei brasileira e às regras dos EUA para insolvências internacionais. A legislação prevê bloqueio de bens de administradores e terceiros ligados até o fim das investigações. Esse congelamento pode atingir quem adquiriu ativos em tentativas de burlar a lei. Grossman destacou que o processo busca proteger credores e evitar ocultação de patrimônio. Também autorizou coleta ampla de provas e interrogatórios sobre ativos e negócios do investigado. O juiz rejeitou alegações genéricas de violação de privacidade feitas pela defesa. Por outro lado, anulou uma intimação ao Bank of New York Mellon por limite geográfico. Outras quatro intimações sobre imóvel na Flórida foram restringidas por já haver ação específica.
BYD E AMADO BATISTA NA "LISTA SUJA"
O governo federal atualizou a “lista suja” do trabalho escravo, incluindo 169 novos empregadores. O número representa alta de 6,28% em relação à última versão. Do total, 102 são pessoas físicas e 67 empresas. Entre os nomes estão o cantor Amado Batista e a montadora BYD. A lista passa a ter cerca de 613 empregadores. Os casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores. Também foram excluídos 225 nomes após dois anos no cadastro. As ocorrências são de 2020 a 2025, em 22 estados. A lista é divulgada semestralmente pelo Ministério do Trabalho. A BYD foi incluída após resgate de 220 trabalhadores na Bahia. Eles viviam em condições precárias, com jornadas exaustivas e restrições. Amado Batista nega irregularidades e afirma ter cumprido obrigações legais.
Salvador, 7 de abril de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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