Pesquisar este blog

quinta-feira, 16 de julho de 2026

AS MALVINAS CONSTRANGEM O ESPORTE

Os jogadores da Argentina, que venceram a Inglaterra ontem, na semifinal da Copa do Mundo, não procederam bem, quando resolveram misturar o esporte com política, exibindo uma faixa no gramado, com mensagem eminentemente política de que "Las Malvinas son Argentinas". Esse ato vai ser apurado pela FIFA e certamente haverá alguma punição, pois não se concebe tamanha ousadia e agressão aos princípios do esporte que deve ser tratado no terreno meramente esportivo; os atletas, em estúpida provocação, trouxeram fatos políticos, reacendendo disputa territorial entre os dois países. O arquipélago, denominado de "Ilhas Malvinas", sob domínio inglês desde 1933, consta de área de quase 12 mil Km2, localizado no sul do Oceano Atlântico, distante da Argentina em torno de 500 quilômetros. Em 1982, quando a Argentina era governada por militares, houve tentativa de invasão do território, mas a imprevidência da ditadura terminou causando a morte de quase mil argentinos, depois de 74 dias de guerra, comandada pela primeira-ministra do Reino Unido, Margareth Thatcher.  

Os dados históricos mostram a versão do Reino Unido, da Argentina e até da França sobre as Malvinas. Os ingleses asseguram que a descoberta deu-se em 1592, através do navegador inglês John Davies, enquanto a Argentina informa que o descobrimento aconteceu em 1520, em expedição do navegador português Fernando Magalhães, que estava a serviço da Espanha. A região foi designada pelo nome de "Falkland Sound", em 1692, por John Strong, quando os espanhóis passaram a reivindicar o direito de ocupação da área. Também a França pretendeu a posse das ilhas, alegando que em 1764 colonizou o território e fixou ali um povoado, atualmente com 3.600 habitantes. A Espanha negociou com a França e assumiu o território, em 1811. O desentendimento sobre a posse da área permaneceu, porque a Argentina alegava que herdou da coroa espanhola.       

Sabe-se que houve proibição para que a torcida argentina não entrasse no estádio com bandeiras alusivas à disputa territorial. Constava na determinação: "É proibida a entrada de itens que contenham qualquer tipo de mensagem provocativa seja de conteúdo político ou racial. Não será permitido levar bandeiras ou cartazes com esse tipo de conteúdo". Todavia, a reação à orientação aos torcedores originou-se dos próprios jogadores, porque logo após o encerramento do jogo exibiram a faixa com a mensagem provocativa. Sem dúvida algum houve estúpido aborrecimento e cabe à FIFA apurar e punir os provocadores. 

Santana, 16 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.




Nenhum comentário:

Postar um comentário