O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “pirataria” a taxa de 20% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para proteger navios que cruzem o Estreito de Ormuz. Em visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP), Lula afirmou que os Estados Unidos não podem agir como “piratas” ao cobrar pela passagem em uma rota marítima internacional. Lula também disse que os efeitos da guerra no Oriente Médio já pressionam os preços dos alimentos no Brasil, ao encarecer os combustíveis. Segundo ele, o impacto só não é maior porque o governo adotou uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo para proteger o mercado interno. O presidente defendeu ainda a redução da dependência dos combustíveis fósseis, afirmando que o Brasil deve continuar investindo em petróleo, mas preparar uma transição energética.
A declaração de Trump ocorre em meio ao agravamento do conflito na região. O governo americano reforçou que o Estreito de Ormuz é uma via essencial para o comércio global e afirmou que o Irã não controla a passagem. O Irã reagiu dizendo que deixará de cumprir acordos com Washington caso os EUA não atuem pelo fim da guerra. A Guarda Revolucionária também contestou a presença militar americana, afirmando que o estreito pertence ao país. Já a União Europeia defendeu a reabertura da hidrovia e o respeito à liberdade de navegação, considerada fundamental para o comércio internacional.
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