Economistas e executivos divergem sobre o impacto da inteligência artificial na produtividade dos trabalhadores nos Estados Unidos. Apesar disso, a produtividade do trabalho cresce no ritmo mais forte das últimas duas décadas. Especialistas avaliam que a IA ainda não é o principal fator dessa evolução. Digitalização, trabalho remoto e mercado de trabalho aquecido também impulsionam o aumento da eficiência. O ex-presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que os ganhos atuais são expressivos e que os efeitos da IA generativa ainda estão apenas começando. Maior produtividade permite que empresas produzam mais com o mesmo número de trabalhadores, elevem receitas, invistam, aumentem salários e preservem a lucratividade. Segundo a KKR, setores como saúde, tecnologia e varejo já colhem benefícios da computação em nuvem, prontuários digitais e aprendizado de máquina. O baixo desemprego também incentiva empresas a buscar mais eficiência diante da dificuldade de contratar mão de obra.
Por outro lado, parte do avanço decorre de cortes de empregos, especialmente nos setores de tecnologia e finanças, onde empresas fazem mais com menos funcionários. Pesquisas do Fed indicam que muitas companhias adiaram contratações graças aos ganhos proporcionados pela IA. Economistas alertam, porém, que os dados de produtividade são voláteis e ainda não comprovam uma relação direta entre IA e crescimento da eficiência. Além disso, inflação, tarifas comerciais e choques no preço do petróleo podem distorcer os indicadores no curto prazo. Outra dúvida é se os ganhos de produtividade serão compartilhados com os trabalhadores, já que, nos últimos anos, os salários cresceram em ritmo inferior ao da produtividade.
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