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quarta-feira, 15 de julho de 2026

TARIFAS AMERICANAS CAUSAM PERDAS E INCERTEZAS AO BRASIL


Após um ano das tarifas impostas pelos Estados Unidos, setores da indústria brasileira ainda enfrentam perdas e incertezas. Entre os mais afetados estão aço, alumínio, couro, calçados, móveis, têxteis, tabaco, madeira e armas. Desde abril de 2025, parte dos produtos brasileiros passou a pagar tarifa de 10%. Já o aço e o alumínio enfrentam taxa de 50%, aplicada por razões de segurança nacional. Agora, o governo Donald Trump avalia ampliar as restrições com base na Seção 301, que investiga práticas comerciais consideradas desleais, incluindo questões como etanol, Pix, propriedade intelectual e desmatamento. As exportações de aço para os EUA caíram de US$ 3,8 bilhões em 2023 para US$ 2,6 bilhões em 2025. O Sindifer alerta que até 55% das fábricas de ferro-gusa podem interromper atividades caso novas tarifas sejam adotadas.

No setor de máquinas, houve queda de 9,1% nas vendas aos EUA, compensada parcialmente pelo crescimento das exportações para Argentina, Singapura, Peru e Chile. Couro, calçados, móveis e têxteis também registraram retração nas exportações para o mercado americano e buscam ampliar vendas para países da América Latina, Ásia e Europa. Entidades do setor afirmam, porém, que o mercado dos EUA continua estratégico e não pode ser substituído rapidamente, devido às exigências técnicas e aos contratos de longo prazo. Na indústria moveleira, um terço das exportações tem como destino os EUA. Já o setor madeireiro teme nova redução na produção, demissões e queda dos investimentos caso as tarifas sejam ampliadas. 

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