O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490, segundo balanço divulgado ontem, 12, pelo governo. Ao todo, 16.740 pessoas ficaram feridas e mais de 19,5 mil seguem em abrigos provisórios. Os tremores devastaram Caracas e, principalmente, o Estado de La Guaira, onde famílias desabrigadas ocupam estádios, praças e calçadas. Voluntários venezuelanos e estrangeiros prestam atendimento médico e distribuem alimentos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, não informou o número de desaparecidos. A ONU estima que ele possa chegar a 50 mil, enquanto o governo confirma apenas que 315 vítimas ainda não foram identificadas, cerca de 7% do total de mortos. Rodríguez afirmou que as buscas por corpos continuarão, apesar do temor das famílias de que os escombros sejam removidos antes da localização de vítimas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. Paralelamente, a ONU tenta arrecadar US$ 296 milhões para apoiar a reconstrução do país.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, estão entre os mais graves já registrados na América Latina e provocaram o desabamento de dezenas de edifícios em La Guaira. Na sexta-feira (10), um novo tremor de magnitude 3 atingiu Caracas, provocando a evacuação de prédios no setor financeiro de El Rosal. Moradores seguem apreensivos com a possibilidade de novos abalos, enquanto equipes de resgate e assistência humanitária continuam atuando nas áreas mais afetadas.
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