Prazo para relatório dos EUA sobre Brasil termina nesta quarta-feira (15), após consultas públicas do Escritório do Representante Comercial (USTR) sobre supostas práticas desleais no comércio brasileiro. O governo, empresários e setor privado aguardam o documento para saber se novas tarifas serão anunciadas. A expectativa é de que a decisão final dependa de um alinhamento entre o USTR e o presidente Donald Trump, podendo atrasar alguns dias. Ainda assim, prevalece a avaliação de que um novo tarifaço é praticamente inevitável. Em junho, o USTR propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a medida pode atingir 21% das exportações brasileiras, preservando alguns produtos essenciais ao mercado americano. Além dessa cobrança, Trump propôs outra tarifa de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado e já instituiu uma tarifa global de 10%, válida por 150 dias, com base na Seção 122 da legislação comercial dos EUA.
Especialistas afirmam que não há clareza sobre a soma dessas tarifas, devido às diversas exceções e regras. O Brasil aposta na ampliação da lista de produtos isentos, como agropecuários, aeronaves, fertilizantes, minerais estratégicos e insumos industriais, reduzindo o impacto efetivo das medidas. A investigação americana também aborda temas como Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Representantes brasileiros consideram que as audiências tiveram caráter técnico, mas avaliam que a decisão sobre as tarifas já estava definida por razões políticas.
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