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sexta-feira, 17 de julho de 2026

TRUMP TEME ELEIÇÃO E QUESTIONA SISTEMA ELEITORAL SEM PROVAS


A poucos meses das eleições de meio de mandato nos EUA, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento em que voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral e acusou, sem apresentar provas, a China de interferir na eleição de 2020, vencida por Joe Biden. Trump afirmou que Pequim teria obtido ilegalmente dados de cerca de 220 milhões de eleitores americanos e pediu ao FBI que investigue o caso. Segundo ele, documentos divulgados pela Casa Branca sustentam suas alegações. O material reúne arquivos sobre supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, registros de eleitores em Michigan e presença de não cidadãos em cadastros eleitorais. Apesar disso, não há evidências de manipulação de votos. O presidente prometeu reforçar a segurança das eleições de novembro, embora seu governo tenha reduzido a estrutura da Agência de Segurança Cibernética e desmontado a Comissão de Assistência Eleitoral. Trump também pressionou o Congresso a aprovar a Save America Act, que exige documento de identidade e prova de cidadania para votar. Críticos afirmam que a proposta pode dificultar o acesso de minorias ao voto.

Durante o discurso, o republicano disse que a divulgação das supostas irregularidades busca fortalecer a confiança nas eleições e voltou a acusar a China de tentar influenciar jornalistas americanos contra sua gestão, sem apresentar provas. Trump ameaçou emissoras que não transmitiram o pronunciamento ao vivo, sugerindo a revogação de suas licenças, e repetiu críticas à imigração e a políticas voltadas à população trans. Na política externa, afirmou que a Venezuela trabalha com os EUA no fornecimento de petróleo e declarou que as forças americanas estão vencendo o conflito envolvendo o Irã. A Embaixada da China nos Estados Unidos negou as acusações. O porta-voz Liu Chang afirmou que o país "nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".

 

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