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quinta-feira, 2 de abril de 2026

RÚSSIA ENVIOU PETROLEIRO PARA CUBA


A Rússia afirmou ontem, 1º, que continuará ajudando Cuba após a chegada, na terça (31), de um petroleiro russo à ilha, primeiro envio desde o endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos há três meses. A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, disse que Cuba é “amiga e parceira próxima” e que Moscou não pode deixá-la “cair”, garantindo a continuidade do apoio. Ela também criticou as “pressões e ameaças sem precedentes” dos EUA e relembrou o embargo comercial imposto em 1962. O petroleiro Anatoly Kolodkin, com 730 mil barris de petróleo, atracou no porto de Matanzas, sendo o primeiro carregamento desde 9 de janeiro. Antes disso, Cuba havia recebido petróleo do México após a captura de Nicolás Maduro, aliado do regime cubano. A ilha enfrenta grave crise energética, com apagões, racionamento de combustível e redução do transporte público. A situação gerou críticas internacionais, inclusive da ONU, que aponta impacto humanitário das sanções. Ao mesmo tempo, autoridades americanas pressionam pela saída do presidente Miguel Díaz-Canel. Apesar do bloqueio, Donald Trump autorizou o envio de petróleo russo, evitando confronto direto com Moscou. A Casa Branca não explicou se novos carregamentos serão permitidos.

No domingo (29), Trump demonstrou solidariedade à população cubana afetada pela crise. Ele afirmou que não se opõe a que outros países enviem petróleo à ilha. O Kremlin disse que o tema foi discutido com autoridades americanas. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que apoiar países amigos é um dever da Rússia. Ele destacou satisfação com a chegada do combustível a Cuba. Analistas avaliam que a carga pode garantir algumas semanas de abastecimento. Peskov indicou que novos envios não estão descartados. Segundo ele, a situação “desesperadora” em Cuba motiva a continuidade da ajuda. Trump também elevou o tom ao sugerir possível ação militar contra Cuba. Ele declarou que poderia usar força após a guerra no Irã. O presidente afirmou que “Cuba é a próxima”, em fala durante conferência. O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu mudanças no sistema político cubano. Segundo ele, a economia do país depende de reformas no governo. Autoridades cubanas reagiram com firmeza às declarações dos EUA. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossio disse que o país se prepara para possível agressão. Ele afirmou que o Exército está pronto para defesa. Apesar disso, Cuba diz estar aberta a negociações com Washington. O governo cubano espera evitar uma escalada militar. 

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