ELEIÇÃO NO PERU AMANHÃ: 35 CANDIDATOS
Os eleitores do Peru votam neste domingo (12) em meio a forte incerteza política. A eleição tem 35 candidatos, número recorde que revela fragmentação partidária. Nenhum postulante supera 20% das intenções de voto. Isso indica ausência de liderança clara e disputa pulverizada. Se ninguém alcançar maioria absoluta, haverá segundo turno em junho. Os principais candidatos são Keiko Fujimori (15%), Carlos Álvarez (8%) e Rafael López Aliaga (7%). Fujimori mantém base fiel, mas sem crescimento expressivo. Álvarez surge como outsider com propostas controversas. López Aliaga representa uma direita ultraconservadora. Ricardo Belmont também aparece competitivo em algumas pesquisas. A fragmentação deve gerar um Congresso dividido, dificultando a governabilidade. O cenário reforça a crise política crônica do país, marcada por instabilidade recente.
Um motorista de aplicativo foi preso pela Polícia Militar na madrugada de sexta-feira (10) após esfaquear e matar um passageiro em São Bernardo do Campo (SP). O crime ocorreu depois que o passageiro abriu a porta do carro durante a corrida para vomitar. Câmeras de segurança registraram a discussão e a briga entre o motorista, a vítima e um amigo. O condutor, Carlos Augusto Coelho da Silva, de 43 anos, foi indiciado por homicídio. A vítima, Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos, morreu após golpes de canivete na barriga. Antes do crime, Jonatas e um amigo haviam assistido a um jogo do Corinthians em um bar. Durante a corrida solicitada por aplicativo, o passageiro passou mal, o que motivou o motorista a encerrar a viagem. Após descerem do veículo, uma discussão começou e evoluiu para agressões físicas. Testemunhas acionaram a polícia, e Jonatas foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O motorista fugiu, mas foi localizado a cerca de 2 km do local e alegou legítima defesa. O amigo da vítima negou que Jonatas estivesse armado, gerando versões conflitantes. A Uber informou que desativou a conta do motorista e que está colaborando com as investigações.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, sancionou em 1º de abril a Lei nº 19.776/2026, permitindo que pais proíbam filhos de participar de atividades escolares sobre gênero. A norma foi aprovada pela Alesc em março e proposta pela deputada Ana Campagnolo. As escolas devem informar previamente conteúdos ligados a gênero e sexualidade. Também precisam de autorização escrita dos responsáveis para participação dos alunos. Caso haja negativa, a decisão da família deve ser respeitada obrigatoriamente. A lei define como atividades de gênero temas como identidade de gênero, orientação sexual e igualdade de gênero. O descumprimento pode gerar advertência, multa, suspensão e até cassação da escola. A UFSC se posicionou contra a medida, apontando risco de aumento das desigualdades. A universidade afirma que a lei fere princípios constitucionais, como liberdade de ensino e pluralismo. Também cita normas como a Constituição, LDB, BNCC e ECA em defesa da educação inclusiva. O STF já declarou inconstitucionais leis municipais semelhantes em Santa Catarina. Decisões envolveram casos em Blumenau, Tubarão e Navegantes.
TRUMP XINGA OPOSITORES E ALIADOS
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem usado xingamentos contra opositores e, agora, contra aliados do movimento Maga que criticam sua postura na guerra com o Irã. Entre os alvos estão Tucker Carlson, Megyn Kelly, Candace Owens e Alex Jones. Eles criticaram ameaças de Trump e sua possível escalada militar. Carlson chamou a guerra de “injusta” e sugeriu resistência militar a ordens extremas. Na Truth Social, Trump respondeu dizendo que eles não representam o Maga e os insultou. Kelly criticou o comportamento do presidente, pedindo mais normalidade. Owens e Jones defenderam a aplicação da 25ª Emenda para afastá-lo. Usuários da própria plataforma também passaram a criticar Trump. Para o cientista político Jonathan Hanson, há sinais de desgaste na base. As críticas ainda não indicam ruptura total, mas mostram “fissuras” no movimento. Problemas econômicos e de política externa contribuem para a queda de apoio. Mesmo com base fiel, a popularidade pode cair mais se o cenário piorar.
IRÃ NÃO SABE ONDE COLOCOU AS MINAS
O Estreito de Ormuz segue praticamente fechado porque o Irã não sabe a localização de todas as minas navais que instalou, segundo autoridades dos EUA citadas pelo The New York Times. A reabertura do estreito era uma condição do cessar-fogo firmado na terça (7), mas o fluxo segue extremamente limitado. O presidente Donald Trump criticou duramente o Irã, chamando sua atuação de “desonrosa”. Teerã afirma que a via está aberta, porém com restrições e sob controle da Guarda Revolucionária. Na prática, poucos navios recebem autorização para atravessar. O país também estuda cobrar pedágio para compensar custos da guerra. Após o acordo, o estreito voltou a ser fechado em resposta a bombardeios de Israel no Líbano. O tráfego caiu drasticamente: apenas seis navios passaram, contra cerca de 140 em dias normais. Por Ormuz circula cerca de 20% do petróleo global, tornando-o estratégico. O Irã orienta navios a usarem rotas próximas à Ilha de Larak para evitar minas. Há risco contínuo para embarcações, inclusive autorizadas. O país pode ter entre 2 mil e 6 mil minas, capazes de danificar grandes navios, embora raramente os afundem.
Salvador, 11 de abril de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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