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domingo, 12 de abril de 2026

NEGOCIAÇÕES ENTRE EUA E IRÃ SEM AVANÇOS


As primeiras negociações diretas entre Estados Unidos e Irã desde 1979 começaram sob tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. 
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou reagir a qualquer presença militar estrangeira na região. Segundo a mídia estatal, o alerta foi uma resposta à passagem de navios de guerra dos EUA para desativar minas navais. Representantes dos dois países se reuniram em Islamabad, no Paquistão, com mediação local. Participaram autoridades de alto escalão, incluindo J.D. Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner, pelos EUA. Do lado iraniano, estiveram Mohammad Bagher Ghalibaf e Abbas Araghchi. As conversas ocorreram no Serena Hotel e tiveram ao menos duas rodadas iniciais. Uma terceira rodada pode ocorrer em breve, segundo a TV estatal iraniana. Fontes indicam que o ambiente é cordial e com avanços graduais. Donald Trump minimizou um possível fracasso das negociações. Ele afirmou que os EUA já teriam “vencido militarmente” o Irã. A ex-diplomata paquistanesa Maleeha Lodhi avaliou que avanços rápidos são improváveis.

Segundo ela, as posições seguem distantes, mas o diálogo é um passo positivo. As conversas funcionam como um “quebra-gelo” para futuras negociações. O controle e a desminagem do Estreito de Ormuz são pontos centrais de divergência. Não houve acordo sobre o tema devido a visões conflitantes. Em paralelo, Israel também se movimenta diplomaticamente na região. Benjamin Netanyahu defendeu um acordo duradouro com o Líbano. Ele condicionou isso ao desarmamento do Hezbollah. Autoridades israelenses e libanesas devem se reunir em Washington. Mesmo assim, ataques israelenses continuam no sul do Líbano. Mais de 200 alvos do Hezbollah foram atingidos recentemente. Especialistas apontam dificuldades nas negociações entre Israel e Líbano. Há divergência sobre cessar-fogo e continuidade das operações militares. O papa Leão XIV também se manifestou sobre o cenário global. Em vigília no Vaticano, pediu o fim das guerras e mais diálogo. Ele criticou líderes belicistas e defendeu a paz e a mediação.

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