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sexta-feira, 29 de maio de 2026

IA PRODUZIRÁ DECISÕES JUDICIAIS MAIS OBJETIVAS, DIZ MINISTRO


O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso afirmou que a inteligência artificial deve transformar profundamente o sistema de Justiça, inclusive com a produção de decisões judiciais mais objetivas do que as elaboradas por juízes. A declaração foi feita durante o 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá (SP). 
Segundo Barroso, o STF desenvolveu um programa capaz de elaborar minutas de decisões, embora o sistema ainda não tenha sido liberado por falta de um código de ética consolidado para o uso da IA no Judiciário. Para ele, o futuro passa pelo uso da tecnologia, mas sempre sob supervisão humana. O ministro defendeu que os magistrados terão de justificar quando deixarem de seguir recomendações produzidas por inteligência artificial. Ele reconheceu riscos de vieses algorítmicos, mas destacou que juízes também carregam preconceitos e limitações humanas. Barroso afirmou ainda que a IA já ajudou o STF a reduzir o estoque de processos de 150 mil para 20 mil, graças a ferramentas que identificam recursos repetitivos com base em precedentes já consolidados.

Ao abordar a regulamentação da inteligência artificial, ele ressaltou a dificuldade de acompanhar a velocidade de evolução tecnológica. Citou o crescimento acelerado do ChatGPT, que alcançou 100 milhões de usuários em apenas dois meses, e observou que os desenvolvedores conhecem muito mais a tecnologia do que os próprios reguladores. O magistrado também alertou para impactos sociais da era digital, como a disseminação de desinformação, discursos de ódio e teorias conspiratórias. Segundo ele, a substituição dos meios tradicionais pela internet eliminou filtros informativos e criou “tribos” com narrativas próprias, dificultando consensos sobre fatos básicos. Apesar dos riscos, Barroso afirmou não ter visão pessimista sobre o futuro. Para ele, a solução passa por educação, conscientização e uso responsável da inteligência artificial, especialmente diante dos desafios ligados à desinformação, ao mercado de trabalho e ao uso bélico da tecnologia.

 

PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO GANHA ESPAÇO


O planejamento sucessório deixou de ser visto como tema “macabro” e ganhou espaço entre gestoras, bancos e escritórios de advocacia. A ideia é organizar a sucessão patrimonial antes da morte para evitar custos elevados e disputas familiares. O conceito de “visão holística” virou tendência no setor. Instituições passaram a olhar a vida financeira do cliente de forma integrada, indo além de investimentos e produtos financeiros. Novas plataformas também surgem nesse mercado. O Guarda Digital expandiu seus serviços para consumidores finais, permitindo organizar documentos, senhas, ativos digitais e mensagens pessoais para beneficiários. Os planos vão de versão gratuita a pacotes de R$ 99,90 mensais, com assistência funeral operada pela Caixa Assistência. A empresa nasceu após o fundador Sidney Pedrotti enfrentar dificuldades com contas digitais e finanças após a morte da mãe, em 2020.

Especialistas afirmam que mudanças tributárias aumentaram a necessidade de planejamento individualizado. A reforma tributária alterou regras do ITCMD, o imposto sobre herança e doações. Agora, os Estados deverão adotar alíquotas progressivas e o cálculo passará a considerar o valor de mercado dos bens. Isso pode elevar significativamente o imposto pago pelas famílias. Enquanto alguns Estados ainda não ajustaram suas leis, especialistas veem oportunidade para antecipar doações. A reforma também pode aumentar tributos no setor imobiliário, impactando estratégias sucessórias. Entre as alternativas estão holdings familiares, doações com reserva de usufruto e previdência privada. Especialistas alertam que não existe “fórmula mágica” e que cada caso exige análise específica. Também cresce a preocupação com promessas irreais de economia tributária divulgadas nas redes sociais. 

MANCHETES DE ALGUNS JORANAIS DE HOJE, 29/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Estados Unidos e Irã ensaiam entendimento sobre cessar-fogo

Negociações indiretas apontam para nova prorrogação do cessar-fogo em vigor desde abril, a liberação do Estreito de Ormuz e a reabertura de negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Analistas veem Trump pressionado pela impopularidade da guerra

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Designação de CV e PCC como terroristas é ineficiente e risco à soberania, apontam especialistas

Leitura, no entanto, é que, uma ação militar norte-americana no país, a exemplo do que ocorreu na Venezuela, seria improvável

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Flávio explora decisão dos EUA como trunfo eleitoral, e aliados de Lula focam 'Dark Horse' e soberania

Pré-candidato à Presidência do PL tenta desgastar governo trazendo segurança pública para campanha; Zema e Caiado também criticam Lula Aliados de petista acusam senador de patrocinar interferência externa, citam milícia e miram caso Master

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Polícia Civil alerta população sobre envio de mensagens da Operação Mobile 360°

A instituição notificará pessoas para apresentarem celulares com restrição

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Trump já definiu como terroristas 14 grupos na América Latina

Seis países da região foram alvo desse tipo de classificação, antes do Brasil

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Empresários avisam que vão subir ainda mais os preços durante o verão 

Guerra continua e Portugal, pequena economia dependente do exterior, enfrenta a pior inflação dos últimos dois anos. Maioria dos 4.700 empresários inquiridos pelo INE dizem que pior está para vir.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


BRASILEIRO TRABALHA 150 DIAS SÓ PARA PAGAR TRIBUTOS

O Brasil completa, em 2026, 20 anos do Dia Livre de Impostos (DLI), movimento que expõe o peso da carga tributária no país. Hoje, lojistas de todo o Brasil oferecem descontos de até 70%, simulando preços sem impostos. A ação busca mostrar que o brasileiro trabalha, em média, 150 dias por ano apenas para pagar tributos, enquanto saúde, educação e infraestrutura seguem aquém do esperado. O Sistema CNDL e as CDLs lançaram um manifesto cobrando justiça tributária, simplificação e segurança jurídica. O setor critica a transição da reforma tributária, que exigirá convivência entre dois modelos fiscais por anos, elevando custos para as empresas. Também há preocupação com a possibilidade de o Brasil adotar uma das maiores alíquotas de IVA do mundo. O comércio defende neutralidade fiscal e igualdade de condições entre varejistas nacionais e plataformas internacionais de e-commerce. O DLI é apresentado como um alerta por menos burocracia, melhor uso dos recursos públicos e redução da carga tributária sobre quem produz e gera empregos.


EX-INTEGRANTE DE EXTREMISTA ALEMÃ É CONDENADA

Daniele Klette, ex-integrante da organização extremista alemã RAF, foi condenada ontem, 27, a 13 anos de prisão pelo Tribunal Regional de Verden, na Alemanha. A sentença envolve seis acusações de roubo qualificado, extorsão e outros crimes cometidos entre 1999 e 2016. Klette, de 67 anos, nega participação em um assalto a carro-forte na Baixa Saxônia, no qual € 1,3 milhão foram roubados após troca de tiros com seguranças. Apesar de não haver mortos no local, um vigilante morreu depois em um hospital psiquiátrico. A defesa afirma que o processo teve motivação política. Segundo a Promotoria, os roubos serviam para financiar a vida clandestina de ex-membros da RAF, grupo terrorista responsável por ataques violentos na Alemanha entre as décadas de 1970 e 1990. Outros dois ex-integrantes da RAF seguem foragidos. Presa em 2024, Klette foi identificada com ajuda de inteligência artificial após viver anos sob identidade falsa em Berlim, usando o nome brasileiro “Cláudia Ivone” e frequentando uma comunidade ligada à capoeira.


DINHEIRO ESCONDIDO EM SACOS DE LIXO

A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em espécie escondidos em sacos de lixo na casa de um servidor do INSS em Pernambuco, durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada ontem, 27. O dinheiro estava em sacolas dentro de uma mala. Dois carros de luxo também foram apreendidos. A ação foi realizada pela PF e pela CGU, com mandados expedidos pelo STF em Pernambuco, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal. A investigação apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024. O prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões. Segundo a PF, entidades associativas realizavam cobranças ilegais sem autorização dos beneficiários. A operação mira três núcleos regionais suspeitos de participação nas fraudes. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares e bloqueio de bens. Entre os investigados estão associações, dirigentes, servidores e ex-servidores do INSS. Em Garanhuns (PE), a apuração se concentra em funcionários ligados ao instituto. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação patrimonial. As fraudes foram reveladas na primeira fase da operação, em abril deste ano.


EX-GOVERNADOR DESISTE

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu da pré-candidatura ao Senado após ser alvo de duas operações da Polícia Federal em apenas 11 dias. A decisão ocorre em meio às investigações sobre aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master e suspeitas envolvendo o Grupo Refit. Segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Castro divulgará vídeo nesta quinta-feira (28) afirmando que precisa focar na própria defesa. Além da apuração ligada ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, ele também foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre supostas fraudes bilionárias atribuídas ao Grupo Refit, um dos maiores devedores do estado. Nos bastidores, aliados avaliam que a candidatura ao Senado se tornou inviável diante do desgaste político. Apesar disso, Castro ainda considera disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Aliado de Flávio Bolsonaro, o ex-governador foi orientado a manter postura discreta enquanto responde aos inquéritos e tenta reverter no TSE a decisão que o tornou inelegível.

FLAVIO TENTA MUDAR O FOCO DA RELAÇÃO COM VORCARO

A viagem de Flávio Bolsonaro ao entorno de Donald Trump tem objetivo político claro: tentar mudar o foco da crise envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. A estratégia busca associar sua imagem à força política, influência internacional e discurso de segurança pública. Aliados avaliam que a viagem tenta construir uma agenda positiva após o desgaste causado pelo caso Vorcaro. Flávio queria evitar que a visita fosse dominada por perguntas sobre o banqueiro e sobre recursos citados nas investigações. Mas a crise segue no centro do debate político, já que perguntas importantes continuam sem resposta. A Polícia Federal quer investigar declaração de Valdemar Costa Neto de que Flávio teria buscado “o restante do dinheiro” na casa de Vorcaro. A fala ampliou preocupações jurídicas na campanha do senador. Investigadores avaliam possíveis indícios de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Segundo a apuração, não seria necessário um ato formal de ofício para caracterizar corrupção passiva. Após a repercussão, Valdemar tentou reduzir os danos políticos internos.
O episódio gerou uma “crise dentro da crise”, porque a suspeita partiu do principal dirigente do PL. Nos bastidores, aliados avaliam que a declaração ampliou o desgaste político e a pressão jurídica sobre o caso Vorcaro.

CANDIDATURA COLETIVA PODE CONFIGURAR FRAUDE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o uso de candidatura coletiva para promover pessoa inelegível configura fraude à lei eleitoral e pode resultar em cassação e inelegibilidade. A decisão manteve o acórdão do TRE-SP que cassou a vereadora mais votada de Miguelópolis (SP) em 2024, Marcelle Tosta Sarreta. Ela disputou a eleição com o nome “Marcelle do Jeová Coletivo” (PP). Segundo o TRE-SP, a candidatura teria servido para promover Jeová Alves Ferreira, impedido de concorrer por condenação criminal definitiva. O TSE reconheceu que candidaturas coletivas não têm previsão legal, embora o uso do nome do grupo nas urnas seja permitido por resolução da corte. Para os ministros, houve fraude à lei eleitoral e abuso de poder político, pois os eleitores teriam sido induzidos ao erro. Relator do caso, Nunes Marques afirmou que o abuso de poder deve ser interpretado de forma ampla, incluindo condutas fraudulentas que afetem a legitimidade das eleições. O tribunal concluiu que rever o entendimento do TRE-SP exigiria reanálise de provas, medida proibida pela Súmula 30 do TSE.

EMPRÉSTIMO EM NOME DE MENORES

Uma menor de idade não pode ser titular de empréstimo, mesmo representada pelos pais. Com esse entendimento, a juíza Helen Komatsu, da Vara Única de Cardoso (SP), anulou um empréstimo consignado feito em nome de uma adolescente beneficiária do BPC do INSS. A mãe da jovem contratou um crédito de R$ 1.166,60, descontado do benefício por três meses. A ação pediu nulidade dos contratos e indenização por danos morais. As instituições financeiras alegaram regularidade da operação, mas a magistrada destacou que o Código Civil exige autorização judicial para empréstimos em nome de menores. Segundo a decisão, contratos firmados por incapazes são nulos. A juíza também afirmou que o recebimento do dinheiro pela mãe não valida a operação. Ela determinou a suspensão dos descontos, devolução em dobro dos valores cobrados e indenização de R$ 3 mil por danos morais, devido ao caráter alimentar do BPC. O valor emprestado será abatido da condenação para evitar enriquecimento ilícito.

Salvador, 28 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

KIEV RECUPERA ÁREAS TOMADAS PELOS RUSSOS


A decisão do governo de
Vladimir Putin de intensificar os ataques contra Kiev coloca a Guerra da Ucrânia em uma fase ainda mais perigosa. Desde segunda-feira (25), quando Moscou recomendou que estrangeiros deixassem a capital ucraniana, cresce o temor de novos bombardeios com mísseis Orechnik. Segundo o analista russo Ruslan Pukhov, a guerra entrou em um impasse e a Rússia aposta agora na chamada “guerra das cidades”. Para ele, Vladimir Putin ainda busca objetivos amplos, incluindo controle político sobre toda a Ucrânia. Pukhov afirma que os recentes ataques de drones ucranianos pressionaram Moscou a reagir de forma mais dura. Ele considera a nova ofensiva uma resposta típica de conflitos prolongados e estagnados. Apesar de avanços russos em 2025, o front perdeu ritmo. Kiev recuperou algumas áreas, embora tropas russas sigam avançando lentamente em Donetsk. Soldados relatam que os drones transformaram a linha de frente em um cenário muito mais perigoso. Segundo militares russos, ataques baratos e constantes ameaçam rotas de suprimento. O enfraquecimento das comunicações também prejudicou Moscou, após restrições ao Starlink e bloqueios de aplicativos e VPNs.

Na Ucrânia, autoridades tratam a ameaça russa como tentativa de intimidação, mas moradores de Kiev demonstram preocupação crescente. O engenheiro Vitali Uchenko afirmou temer o uso do míssil Orechnik contra o centro da capital. Segundo ele, mesmo sem explosivos, o impacto do armamento seria devastador. O Orechnik é um míssil balístico de alcance intermediário capaz de transportar ogivas nucleares. Segundo Volodymyr Zelenskyy, dois foram usados em ataques recentes. O temor de armas nucleares táticas voltou a crescer após exercícios nucleares russos e novos testes de mísseis. Também aumentaram as tensões entre Moscou e a Otan por drones que atingiram países da aliança. Zelenski afirma ainda que Putin prepara nova mobilização militar com apoio de Belarus. Com o avanço da violência e o fracasso das negociações de paz lideradas por Donald Trump, cresce o risco de mais mortes civis. Para Pukhov, o principal obstáculo para um acordo continua sendo a dúvida sobre os reais objetivos de Putin na Ucrânia. 

ISRAEL É PREPARADA PARA MATAR


O Exército de Israel afirmou ter realizado um ataque aéreo “preciso” contra Beirute, capital do Líbano, nesta quinta-feira (28), após ofensivas no sul do país deixarem ao menos 12 mortos e 21 feridos. Segundo militares libaneses, o bombardeio atingiu um apartamento na região de Choueifat, ao sul da capital. 
O Ministério da Saúde do Líbano informou que os ataques israelenses no sul do país mataram ao menos 11 pessoas, incluindo duas crianças. Um soldado do Exército libanês também morreu em um ataque separado na região de Nabatieh. Em Sidon, um bombardeio atingiu um prédio e matou cinco pessoas, entre elas duas mulheres, além de deixar 21 feridos, incluindo cinco crianças. Já a Defesa Civil libanesa relatou oito ataques contra a cidade de Tiro desde a noite de quarta-feira, além de bombardeios em áreas vizinhas. O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor em 17 de abril, mas tem sido desrespeitado por ambos os lados. Israel mantém ataques frequentes contra alvos ligados ao Hezbollah no sul libanês.

Nesta semana, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu intensificar as ofensivas contra o Hezbollah. Na quarta-feira, o Exército israelense declarou todo o território libanês ao sul do rio Zahrani como “zona de guerra”, ampliando a área potencial de operações militares. A medida foi anunciada pelo porta-voz Avichay Adraee, que ordenou a retirada de moradores da região, incluindo cidades como Tiro e Nabatieh, já atingidas por novos ataques. O rio Litani marca a área da qual Israel se retirou após a ocupação do sul do Líbano entre 1982 e 2000. A ampliação da zona militar indica uma nova fase do conflito e sugere expansão da presença israelense no território vizinho. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3.200 pessoas morreram desde o início das hostilidades, sendo ao menos 600 após o cessar-fogo. O conflito já deslocou mais de 1,2 milhão de pessoas.

 

O HOMEM DE VOLTA À LUA



A Nasa divulgou detalhes de módulos robóticos, drones e veículos que pretende enviar à Lua para viabilizar uma futura base lunar dos EUA. Entre as empresas contratadas estão a Blue Origin, a Intuitive Machines e a Astrobotic. Os EUA querem levar astronautas de volta à Lua antes do fim do mandato do presidente Donald Trump, em 2029, enquanto disputam com a China a nova corrida espacial. Os chineses planejam pousar astronautas na Lua até 2030 e lançaram recentemente a nave Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong. Em março, a NASA anunciou um programa de US$ 20 bilhões para criar uma base permanente no polo sul lunar até 2032, usando energia nuclear e solar. O administrador da agência, Jared Isaacman, afirmou que os EUA “nunca mais abrirão mão da Lua”. O projeto prevê três fases. Primeiro, drones e módulos robóticos irão explorar e mapear a superfície lunar. Depois, serão instalados sistemas de energia e veículos para transporte de astronautas e equipamentos científicos.

A Blue Origin desenvolverá o módulo Endurance, capaz de pousos autônomos de precisão. Já o módulo Griffin-1, da Astrobotic, deverá pousar próximo ao polo sul lunar. As missões também levarão câmeras e instrumentos a laser para auxiliar nas operações. Segundo a Nasa, a fase robótica deve durar até 2029, com 25 lançamentos e quatro toneladas de carga enviadas à Lua. Em 2032, a meta é permitir estadias humanas “semipermanentes” na superfície lunar. O polo sul da Lua é considerado estratégico por conter água congelada, que pode ser usada para consumo e produção de oxigênio. Apesar do avanço do programa Artemis, especialistas consideram o cronograma ambicioso. A SpaceX enfrenta atrasos no desenvolvimento da nave Starship Human Landing System, responsável por levar astronautas à Lua. Para o cientista lunar Simeon Barber, a etapa mais difícil continua sendo pousar humanos com segurança na superfície lunar.







PAIS CONDENADOS POR EDUCAR FILHAS EM CASA


O debate sobre educação domiciliar (“homeschooling”) voltou às redes após um casal de Jales (SP) ser condenado a prisão em regime semiaberto por educar as duas filhas, de 11 e 15 anos, em casa. A escola onde as meninas estudavam denunciou a família ao Conselho Tutelar, já que o ensino domiciliar não é permitido no Brasil. Os pais alegaram que as filhas tiveram melhor desenvolvimento intelectual fora da escola e apresentaram mais de 3 mil páginas de laudos e documentos. Segundo a defesa, as meninas estudam português, matemática, latim, música e leitura intensa, além de frequentarem coral, piano e clubes de jovens. Mesmo com pedido de absolvição do Ministério Público, o juiz entendeu que houve abandono intelectual e condenou os pais a 50 dias de detenção. A defesa recorreu e afirma que a pena ainda não começou a ser cumprida. O caso reacendeu a polarização sobre o “homeschooling”. Defensores afirmam que os pais devem ter liberdade para escolher como educar os filhos e sustentam que o desempenho acadêmico costuma ser superior ao da escola tradicional.

Críticos dizem que a escola é essencial para a convivência democrática, diversidade de opiniões e proteção contra violência doméstica. Também alertam para aumento das desigualdades e sobrecarga da educação pública. Atualmente, o ensino domiciliar não é regulamentado no Brasil. Em 2018, o STF decidiu que a prática não é inconstitucional, mas depende de lei específica. Um projeto em tramitação no Senado busca autorizar o modelo, prevendo avaliações periódicas, fiscalização e acompanhamento pedagógico. Hoje, famílias que adotam o “homeschooling” podem responder por abandono intelectual ou violação do direito à educação. O modelo já é regulamentado em mais de 60 países, como Estados Unidos, Portugal, França e Japão, mas as regras variam conforme cada local.

 

INJEÇÃO VETERINÁRIA APLICADA EM MULHER


Uma tutora acionou a Justiça após receber, por engano, uma injeção veterinária destinada à sua cachorra em uma clínica de Vinhedo (SP). O caso ocorreu em janeiro de 2024, no Hospital Veterinário PetSon, quando a mulher levou a cadela Olívia para atendimento por dores na pata. Segundo o processo, a veterinária aplicaria medicamentos injetáveis no animal, que estava no colo da dona, mas acabou injetando o conteúdo da seringa no braço da tutora. A profissional reconheceu o erro e informou que o produto era um antibiótico de uso veterinário, identificado como enrofloxacino. A mulher relatou dor e ardência imediatas e procurou atendimento na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação contra reação alérgica. Dias depois, buscou novo tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, realizando exames e uso de antibióticos e corticoides devido ao edema no braço.

O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa. Segundo o processo, houve termo circunstanciado e acordo da veterinária com o Ministério Público, com pagamento de um salário mínimo, sem indenização direta à vítima. A ação judicial, protocolada em maio de 2026, pede R$ 52.357,18 em indenização. Desse total, R$ 2.357,18 correspondem a despesas médicas e medicamentos, e R$ 50 mil são por danos morais. A defesa do hospital afirmou que o episódio foi isolado, que a cliente recebeu assistência desde o início e destacou que a clínica atua há mais de 13 anos sem casos semelhantes. Também informou que ainda não foi formalmente citada no processo e, por isso, não comentará aspectos técnicos ou jurídicos neste momento. 

PALESTINOS MORTOS PRÓXIMOS DA LINHA DE ARMISTÍCIO COM O HAMAS


Cerca de um terço dos palestinos mortos por Israel desde o cessar-fogo de outubro estava próximo à linha de armistício com o Hamas, segundo o escritório de direitos humanos da ONU. 
A organização afirma que há indícios de que civis estejam sendo alvejados apenas por se aproximarem da área, o que poderia configurar crimes de guerra. Israel mantém tropas posicionadas atrás da chamada “linha amarela”, criada após a trégua, mas o Exército tem avançado os limites da zona militar para dentro de Gaza. Mapas israelenses indicam que a área restrita já cobre quase dois terços do território. O plano de cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, previa retirada gradual das tropas israelenses, mas isso ainda não ocorreu. Pelo contrário, a ampliação da zona militar aumentou o temor entre palestinos deslocados que vivem próximos à fronteira improvisada. Dados da ONU apontam 453 mortes confirmadas desde o cessar-fogo até 5 de fevereiro. Destas, 152 ocorreram perto da fronteira, incluindo homens, mulheres e crianças.

O chefe do escritório da ONU para os territórios palestinos, Ajith Sunghay, afirmou que muitos civis não representavam ameaça aos militares israelenses e foram mortos enquanto realizavam atividades cotidianas. Segundo ele, a localização exata da linha militar também é incerta para os moradores. Israel afirma que as “zonas de amortecimento” em Gaza, Síria e Líbano servem para evitar novos ataques como o realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Mesmo após a trégua, ataques israelenses continuaram em Gaza. Autoridades locais afirmam que cerca de 900 palestinos morreram desde o cessar-fogo. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos por militantes, segundo o Exército israelense. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 28/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

PEC do fim da escala 6 x 1 depende, agora, de aprovação no Senado

Com placar elástico nas votações em dois turnos, Câmara dá aval à proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Vinhos, champanhe, bife de ouro: PF lista encontros entre Castro e Vorcaro em ano de aportes do Rioprevidência no Master

Mensagens obtidas pela Polícia Federal identificaram indícios de 'laços de amizade' o ex-governador e o banqueiro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO P AULO/SP

Segunda fase da Carbono Oculto mira bancos paralelos do crime organizado no setor de combustíveis

Operação Fluxo Oculto é a segunda fase da Operação Carbono Mandados são cumpridos em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Magistrados apresentam lista tríplice de mulheres para vaga aberta no STF

A ideia é apresentar os nomes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Porto Alegre terá ações de conscientização para o Dia Livre de Impostos 2026

Postos e supermercados receberão mutirões para mostrar o impacto dos impostos nos itens de consumo diário

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Sem oferta pública, pacote fiscal não resolve problema estrutural da habitação

Incentivos que Governo lançou para promover oferta de casas no país constituem uma resposta à classe média mais favorecida, dizem especialistas. Portugueses com menores rendimentos ficam excluídos.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

FLÁVIO BOLSONARO VAI BUSCAR APOIO FORA DO PAÍS


O encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, foi interpretado por especialistas como um gesto político relevante para a disputa eleitoral brasileira de 2026, mas com alcance limitado junto ao eleitorado de centro. 
Analistas avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump fortalece sua posição dentro do campo conservador, embora dificilmente reverta a crise causada pelas denúncias envolvendo pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair BolsonaroPesquisas recentes apontaram queda de Flávio nas intenções de voto após a divulgação das mensagens pelo The Intercept Brasil. O senador nega irregularidades. Especialistas afirmam ainda que o encontro acende alerta diplomático, por sugerir possível preferência política de Trump por um candidato alinhado ideologicamente a ele, o que pode ser interpretado como tentativa de influência dos EUA na eleição brasileira. A reunião ocorreu três semanas após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca. Diferentemente da agenda de Lula, porém, o encontro com Flávio não apareceu na programação oficial americana. Segundo Flávio, a conversa durou cerca de 1h40 e foi marcada por “enorme cordialidade”, embora não haja confirmação oficial da Casa Branca sobre o formato do encontro. 

Para o professor Vinicius Rodrigues Vieira, da FGV e da FAAP, o simples fato de Trump receber um pré-candidato brasileiro já representa uma sinalização política importante. A articulação da reunião teria sido feita pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA e mantém relações com grupos conservadores ligados a Trump. A professora Regiane Bressan, da Unifesp, avalia que o encontro reforça o alinhamento ideológico de Flávio com a direita americana e busca consolidar apoio entre eleitores conservadores brasileiros. Os especialistas consideram, porém, que a foto dificilmente ampliará o apoio de Flávio entre eleitores moderados, embora possa enfraquecer adversários da direita, como Romeu Zema e Ronaldo CaiadoOutro ponto sensível foi o pedido feito por Flávio para que os EUA classifiquem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo Lula rejeita essa possibilidade por considerar que ela poderia abrir espaço para maior interferência americana em território brasileiro. Analistas afirmam que, caso os EUA adotem essa classificação durante a campanha eleitoral, o gesto poderia beneficiar politicamente Flávio Bolsonaro e aumentar as tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Para especialistas, o episódio cria desconfiança sobre a relação entre Brasil e EUA e pode esfriar a agenda bilateral até as eleições de 2026.