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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

EMPRESÁRIO CONSIDERA DIFÍCIL O ANO DE 2027


O presidente do conselho da Natura, Fábio Barbosa, afirma que o Brasil enfrentará um ano economicamente difícil em 2027, devido ao aumento dos gastos públicos e ao desequilíbrio fiscal. Ex-presidente do Santander Brasil e da Febraban, ele defende maior responsabilidade nas contas públicas. Sem declarar voto, Barbosa avalia que a equipe de Flávio Bolsonaro demonstrava disposição para enfrentar o problema fiscal, enquanto Lula só recentemente passou a tratar do assunto. Para o executivo, o aumento dos gastos públicos não resolve a pobreza e pode provocar inflação, juros elevados e redução do poder de compra. Ele defende investimentos que ampliem a produção e gerem oportunidades de trabalho. Barbosa apoia as políticas sociais, mas considera necessário realizar um pente-fino nos benefícios, para evitar pagamentos indevidos. Também defende a reforma administrativa, o fim de privilégios no Judiciário e a revisão dos incentivos fiscais. Sobre a reforma tributária, considera que houve avanços, mas ainda existem questões a resolver, como a definição das alíquotas e o funcionamento do sistema de recolhimento automático de impostos. O empresário também concorda com críticas às isenções tributárias concedidas a investimentos como LCI, LCA, CRI e CRA, que, em sua avaliação, precisam ser revistas na reforma do Imposto de Renda.

Barbosa afirma que o governo Lula errou ao não ampliar o diálogo com setores de centro e ao permitir que a dívida pública aumentasse de 72% para 82% do PIB. Apesar das críticas, reconhece avanços na produção de petróleo, na agricultura, na geração de energia e na abertura de mercados internacionais. Ele considera que o Brasil não corre risco de quebrar, pois mantém as contas externas em ordem, inflação sob controle e Banco Central independente. Entretanto, prevê crescimento econômico medíocre, pressionado pelos juros elevados e pela necessidade de financiamento. O executivo defende ainda políticas de educação, saneamento e igualdade de oportunidades como caminhos para reduzir a desigualdade e fortalecer a economia. Para ele, o próximo governo deverá priorizar estabilidade econômica, juros menores e segurança jurídica.

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