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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

MINISTRO É ACUSADO DE PATICIPAR DE FESTA COM GAROTAS DE PROGRAMA


Vorcaro teria custeado festa para o ministro Kassio Nunes Marques, segundo reportagem da revista piauí, Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, custeou e organizou uma festa com garotas de programa para o ministro do STF Kassio Nunes Marques, em 28 de fevereiro de 2025, num tríplex no Itaim Bibi, em São Paulo. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicariam que ele coordenou os preparativos, envolvendo sete profissionais, entre motoristas, chef, mordomo, faxineira, arquiteto e agenciadora de mulheres. A festa teria reunido 15 convidados e custado R$ 27 mil, dos quais R$ 21,1 mil foram gastos com carnes e caviar. As mensagens não esclarecem se Vorcaro participou do encontro. Segundo diálogos com o mordomo, um quarto foi disponibilizado ao ministro e a cinco mulheres por volta das 20h50. Às 22h08, o funcionário relatou que os presentes estavam nus na piscina e que uma mulher havia passado mal, mas se recuperado. Depois, afirmou que o ministro não tinha pressa para sair e pretendia prolongar o encontro. Kassio teria deixado o local por volta das 23h15. Posteriormente, o mordomo enviou a Vorcaro fotografias de preservativos usados e de uma peça íntima encontrada sob um travesseiro. Questionado sobre o episódio e seus possíveis efeitos na atuação relacionada ao caso Master, o ministro negou ter autorizado terceiros a falar em seu nome e afirmou não ser responsável por conversas ou ações alheias.

Em nota, declarou nunca ter votado a favor de Vorcaro, lembrando que votou pela manutenção de sua prisão. Também negou ter trocado mensagens com o banqueiro ou solicitado favores, acrescentando que seu filho nunca recebeu benefícios do Banco Master. O magistrado criticou a reportagem por considerar que ela estabelece associações indevidas com sua atuação na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso surge após outra reportagem, publicada pelo UOL em 13 de outubro, apontar que Vorcaro teria financiado, desde 2023, uma rede internacional de prostituição, com investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões. Segundo a publicação, a rede envolvia intermediários, uma casa noturna paulistana e mulheres de diferentes nacionalidades, incluindo russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas. O ex-banqueiro também negou essas acusações, afirmando que nunca explorou ou desrespeitou mulheres e classificando as informações como uma narrativa falsa sobre sua conduta.

 

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