Sua volta ocorre após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, em janeiro. Delcy, ex-vice-presidente do ditador, permaneceu no poder e iniciou negociações com Washington e setores oposicionistas sobre mudanças nas instituições eleitorais e judiciais. Trump e Delcy afirmaram que haverá eleições, mas não estabeleceram prazos. O Vente Venezuela, partido de Machado, está excluído das negociações. A dirigente defende que a eleição presidencial ocorra até julho de 2027. A oposição sustenta que González venceu o pleito de 2024, cuja apuração completa nunca foi divulgada pelo regime de Maduro. Na quinta-feira (22), milhares de venezuelanos protestaram em Caracas e outras cidades, exigindo eleições livres, calendário eleitoral e libertação de presos políticos. Foi a primeira mobilização nacional da oposição em quase dois anos. Autoridades americanas, incluindo Trump, afirmam que a Venezuela ainda não está preparada para realizar eleições. O retorno de María Corina Machado aumenta a pressão sobre o governo interino e os Estados Unidos para estabelecer um calendário eleitoral e garantir uma transição democrática no país.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026
LÍDER DA OPOSIÇÃO RETORNA À VENEZUELA
A líder opositora venezuelana María Corina Machado voltou à Venezuela ontem, 25, após quase um ano fora do país. Vencedora do Nobel da Paz de 2025, ela busca recuperar seu protagonismo político em meio às negociações sobre a transição de poder. “Estou aqui. Com vocês”, escreveu nas redes sociais ao anunciar o retorno. Machado visitou uma igreja no estado de Lara e foi recebida por apoiadores. Seu partido, Vente Venezuela, publicou imagens da dirigente durante uma missa e cercada por simpatizantes. Edmundo González Urrutia, que disputou a Presidência em 2024 com seu apoio, celebrou a volta e afirmou que pretende encontrá-la em breve. Ainda não foram divulgados detalhes sobre como a opositora conseguiu entrar no país. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, seu retorno foi possível graças às negociações de reconciliação apoiadas pelos Estados Unidos. Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Nobel, após passar mais de um ano na clandestinidade para evitar a prisão. Impedida pelo chavismo de deixar o país desde 2014, viajou secretamente a Oslo, na Noruega, e sua filha recebeu o prêmio na cerimônia. Depois de uma breve passagem pelos Estados Unidos, instalou-se na Cidade do Panamá e fez ao menos sete tentativas frustradas de retornar à Venezuela. Críticos acusam o governo de Donald Trump de abandonar a oposição e priorizar acordos petrolíferos e investimentos com o governo interino de Delcy Rodríguez. Machado também criticou o acordo de petróleo entre Washington e Caracas.
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