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domingo, 18 de outubro de 2026

ECONOMIA AMERICANA APRESENTA FRAGILIDADE


A economia dos Estados Unidos apresenta sinais de fragilidade, apesar da resistência da atividade econômica. Analistas de Wall Street alertam para a desaceleração das vendas das pequenas empresas e a fraqueza do mercado de trabalho. O emprego cresceu, em média, apenas 40 mil vagas mensais no último ano, praticamente sem avanço fora da área de saúde. A confiança das pequenas empresas caiu de 98,7 pontos em agosto para 97,9 em setembro. Pesquisas empresariais indicam perda de força da economia no fim do terceiro trimestre, pressionada pelo aumento dos preços da energia. Um sinal preocupante é o número crescente de empresas que apontam a fraqueza das vendas como principal problema. Em recessões anteriores, esse indicador apresentou elevações expressivas. O economista Mark Zandi, da Moody’s Analytics, alerta que a economia está vulnerável a uma deterioração mais ampla. Ele também considera ameaçados os investimentos bilionários em inteligência artificial (IA). Os juros elevados encarecem os projetos tecnológicos e dificultam a captação de recursos para ampliar a infraestrutura de IA. Se as taxas permanecerem altas por mais alguns trimestres, a inteligência artificial poderá se tornar um ponto fraco da economia americana. A inflação também preocupa os investidores e pode obrigar o Federal Reserve (Fed) a elevar novamente os juros. O índice de preços ao consumidor subiu 3,7% em setembro, ante 3,4% em agosto, superando as expectativas do mercado. Economistas atribuem parte da pressão inflacionária ao aumento dos custos de energia, agravado pelos conflitos internacionais. Jamie Cox, do Harris Financial Group, afirma que o alívio nos preços depende do fim de duas guerras que afetam o abastecimento energético. A economista Tiffany Wilding, da Pimco, também demonstrou preocupação com os dados da inflação. Após a divulgação do indicador, o mercado passou a considerar uma probabilidade de 50% de nova alta dos juros em outubro. O cenário provocou uma onda mundial de vendas de ações de tecnologia, derrubando bolsas e ampliando a instabilidade financeira. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair 8%, acionando temporariamente um mecanismo de interrupção das negociações.

A Nasdaq recuou inicialmente, mas encerrou o pregão com alta de 0,08%. As ações da CoreWeave e da Oracle registraram fortes perdas, enquanto fabricantes de semicondutores também sofreram desvalorizações. A turbulência ocorreu apesar de resultados positivos apresentados por empresas importantes do setor. A fabricante de chips TSMC divulgou resultados trimestrais acima das expectativas e anunciou planos de ampliar investimentos. A Apple alcançou valor de mercado de US$ 5 trilhões, tornando-se a segunda empresa a atingir esse patamar, depois da Nvidia. A Anthropic, responsável pela inteligência artificial Claude, informou ter alcançado lucratividade ajustada, embora sua receita tenha ficado abaixo de estimativas anteriores. No mercado de títulos públicos americanos, os investidores oscilaram entre buscar segurança e exigir retornos maiores. O rendimento dos títulos chegou a 5,32% antes de recuar para 5,08%, refletindo a elevada incerteza. A combinação de inflação persistente, juros altos e desaceleração econômica ameaça o crescimento dos Estados Unidos e pode comprometer o atual boom da inteligência artificial.

 



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