Parte dos contingentes poderá proteger helicópteros americanos e reforçar unidades de operações especiais. Embora os deslocamentos sejam temporários, existe a possibilidade de uma presença militar mais permanente. Oficiais americanos demonstram preocupação com a falta de objetivos claramente definidos para a campanha. Um ataque contra soldados dos Estados Unidos poderia provocar uma escalada militar e ampliar o envolvimento do país no conflito. As forças americanas já enfrentam compromissos no Irã, na Europa e na Ásia. Em agosto, o Comando Sul anunciou uma força-tarefa para ampliar a cooperação militar contra o narcotráfico. A iniciativa dá continuidade à campanha no Caribe e no Pacífico Oriental, que realizou 71 ataques contra embarcações e matou pelo menos 239 pessoas. Os Estados Unidos alegam que as embarcações transportavam drogas, mas não apresentaram provas conclusivas dessa acusação. Especialistas afirmam que os ataques tiveram pouco impacto sobre a disponibilidade de cocaína no mercado americano. Juristas também questionam a legalidade das operações, argumentando que suspeitos de tráfico não podem ser deliberadamente tratados como alvos militares. A ampliação dos ataques para áreas terrestres aumenta o risco de vítimas civis e danos a escolas, estradas e outras infraestruturas. Assim, a ofensiva antidrogas poderá aprofundar a presença militar americana na América Latina e provocar novas tensões políticas e jurídicas.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2026
EUA ENVIAM SOLDADOS PARA AMÉRICA LATINA
Os Estados Unidos enviarão centenas de soldados à América Latina para treinar forças locais e ampliar o combate ao narcotráfico. O primeiro contingente integra um batalhão de 600 militares da 10ª Divisão de Montanha, sediada em Nova York. Os soldados começarão as atividades em uma instalação de treinamento na selva do Panamá. Depois, participarão de exercícios militares na Colômbia e em Honduras. Também poderão apoiar forças especiais americanas em operações contra suspeitos de tráfico de drogas. O Pentágono prepara ainda centenas de militares para integrar um novo comando de operações no Hemisfério Ocidental, sediado em Miami. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, criou um escritório para supervisionar as ações contra os cartéis. A iniciativa inclui a transferência de drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador. Especialistas consideram o envio de 600 soldados uma mobilização excepcional para a região. A expansão ocorre enquanto Donald Trump pressiona governos latino-americanos a intensificar operações militares contra organizações criminosas. O general Francis L. Donovan afirmou que os Estados Unidos pretendem ampliar as ações, passando de ataques a embarcações para ofensivas terrestres. Embora vários países apoiem a aliança contra os cartéis, poucos autorizaram oficialmente operações conjuntas em seus territórios. Colômbia e Honduras estão entre os que concordaram com essa possibilidade. A presença militar americana, porém, provoca preocupações sobre a soberania nacional e recorda o histórico de intervenções de Washington na região. O governo Trump também busca ampliar sua influência diante do crescimento econômico e estratégico da China na América Latina. O general Joseph A. Ryan afirmou que os Estados Unidos procuram recuperar posições econômicas, militares e estratégicas anteriormente perdidas. Os soldados começarão pelo Panamá, seguirão para exercícios na Colômbia e depois treinarão com forças hondurenhas.
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