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sábado, 17 de outubro de 2026

MOTORISTA FOI ASSASSINADO POR CAUSA DE UMA VAGA EM ESTACIONAMENTO


O motorista de transporte escolar Adriano de Jesus, de 50 anos, foi assassinado em fevereiro de 2025, em Samambaia, por causa de uma vaga de estacionamento. O caso voltou às atenções com o julgamento de Francisco Evaldo de Moura, de 56 anos, condenado a 25 anos e dois meses de prisão. 
A sentença foi anunciada na madrugada de sexta-feira, após mais de 15 horas de julgamento no Tribunal do Júri de Samambaia. Francisco estava preso havia um ano, oito meses e 10 dias, e teve negado o direito de recorrer em liberdade. A defesa poderá apresentar apelação no prazo de cinco dias corridos, contados da intimação da sentença, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Dezoito testemunhas foram arroladas no processo. O Ministério Público foi representado pelos promotores Tiago Dias Maia e Marcelo Leite. Quatro advogados atuaram na assistência à acusação, enquanto seis integraram a equipe de defesa. Adriano, conhecido como Tio Adriano, foi morto a tiros em 6 de fevereiro de 2025, em frente à própria casa. Seu filho, Gabriel Ferreira Gomes, também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu.

Francisco recebeu 17 anos de prisão pelo homicídio, cinco anos pela tentativa de homicídio contra Gabriel e mais três anos e dois meses pelo porte ilegal de arma de fogo. O advogado da família, Marcos Akaoni, destacou que nenhuma condenação poderá devolver Adriano ou eliminar o sofrimento dos familiares, embora a decisão represente algum alento na busca por Justiça. A viúva, Elaine de Cássia Ferreira, considerou a pena insuficiente e anunciou que pretende recorrer para aumentá-la. Apesar da atuação da promotoria e dos advogados, afirmou que a condenação não amenizou sua dor. Elaine relatou crises de ansiedade, dificuldades financeiras e ausência de apoio psicológico e financeiro após a morte do marido, principal responsável pelo sustento da família. Gabriel também manifestou indignação, ressaltando que os familiares do condenado ainda podem visitá-lo, enquanto seu pai nunca mais voltará. Ele afirmou que rever Francisco durante o julgamento provocou angústia ao recordar o sofrimento causado à família. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também recorrerá ao TJDFT para pedir o aumento da pena. A defesa de Francisco foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento da edição.

 

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