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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

GOVERNO NÃO TRANSMITIRÁ EXECUÇÃO DE CONDENADO


O presidente Donald Trump anunciou que a execução de Nidal Hasan não será transmitida ao vivo. O ex-psiquiatra do Exército foi condenado pelo ataque a tiros na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. O atentado matou 13 pessoas e deixou outras 32 feridas. Hasan teria agido inspirado pela Al Qaeda e afirmou que buscava retaliar as guerras americanas no mundo muçulmano. A execução está prevista para 3 de dezembro, por um pelotão de fuzilamento. Será a primeira execução militar nos Estados Unidos desde 1961, segundo a organização Death Penalty Action. Trump havia defendido a transmissão como exemplo de como os americanos punem terroristas. Em publicação na rede Truth Social, chamou Hasan de traidor e classificou seus atos como perversos. O presidente, porém, reconheceu que pessoas bem-intencionadas poderiam preferir não assistir às imagens. Ele confirmou que a execução ocorrerá conforme programado, mas sem transmissão pública. A possibilidade de exibir a morte ao vivo provocou críticas de políticos republicanos e líderes religiosos. Entre os que demonstraram dúvidas estava o vice-presidente J. D. Vance. Observadores internacionais também manifestaram preocupação com a iniciativa atribuída ao secretário de Defesa, Pete Hegseth. Trump já havia evitado confirmar se a transmissão realmente aconteceria. Familiares das vítimas poderão acompanhar presencialmente a execução, caso desejem. A última execução militar americana por enforcamento ocorreu em 1961, conforme dados citados por organizações contrárias à pena capital. 

Já a última execução conhecida por fuzilamento militar ocorreu em novembro de 1945. No domingo anterior, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que a transmissão não representaria risco adicional à segurança nacional. Ele rejeitou a possibilidade de Hasan se transformar em mártir por causa da exibição pública. Mullin declarou que os responsáveis por ataques contra os Estados Unidos devem receber punição proporcional aos crimes. O atentado ocorreu semanas antes de Hasan ser enviado ao Afeganistão. Durante o ataque, ele teria gritado “Allahu Akbar”, expressão árabe que significa “Deus é o maior”. Após ser baleado pela polícia, ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas. O recuo de Trump integra uma série de episódios em que o governo anuncia medidas controversas e depois muda de posição. As mudanças costumam ocorrer diante de resistências políticas, críticas públicas ou possíveis prejuízos econômicos. Esse comportamento rendeu ao presidente o apelido de “Taco”, sigla em inglês para “Trump sempre amarela”. Em abril, Trump ameaçou que “uma civilização inteira” morreria no Irã, provocando críticas até entre aliados. Pouco antes de vencer o ultimato, anunciou uma trégua de duas semanas e suspendeu os bombardeios, condicionando o acordo à reabertura do estreito de Hormuz, com mediação do Paquistão. 

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