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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

UNIVERSIDADES PROÍBEM EVENTOS POLÍTICO-PARTIDÁRIOS


O acirramento político e a proximidade do segundo turno das eleições levaram a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a PUC-Rio a proibirem eventos político-partidários em seus campi. As medidas impediram manifestações estudantis favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As reitorias alegaram preocupação com a segurança e a integridade das comunidades acadêmicas. As convocações para os atos circulavam nas redes sociais sem autorização prévia das instituições. Na PUC-Rio, a proibição foi anunciada na segunda-feira (12/10), pelo vice-reitor Renato Callado.A decisão antecedeu duas manifestações previstas para o dia seguinte no campus. O grupo “A PUC também é nossa”, favorável a Flávio Bolsonaro, planejava protestar contra decisões do STF e gastos públicos. Os estudantes também pretendiam entregar um documento à vice-reitoria pedindo maior pluralidade acadêmica. Já o coletivo “PUC-Rio Antifascista” organizava um encontro em apoio à reeleição de Lula. Com a proibição, os grupos transferiram suas atividades para a área externa da universidade. Na terça-feira (13/10), integrantes das mobilizações trocaram ofensas durante as concentrações. 

O influenciador Breno Faria provocou indignação ao debochar do assassinato da vereadora Marielle Franco. Ex-aluna da PUC-Rio, Marielle foi morta em 2018. Durante o ato, Faria ironizou o destino da parlamentar após sua morte. Ele concorreu a deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, recebeu 27.088 votos e não foi eleito. O influenciador não se pronunciou sobre o episódio. Luyara Franco, filha de Marielle, publicou um vídeo criticando a declaração. Ela afirmou que zombar do assassinato não constitui opinião, debate ou liberdade de expressão.Segundo Luyara, a atitude representa violência política e desrespeita a memória da mãe, sua família e a luta por justiça. A reitoria da PUC-Rio reiterou seu compromisso com a proteção física e moral de estudantes, professores e funcionários. A universidade também ressaltou a responsabilidade de preservar a segurança de toda a comunidade acadêmica. Em São Paulo, o Mackenzie adotou medida semelhante no campus de Higienópolis. A decisão foi comunicada pelo reitor Marco Tullio de Castro Vasconcelos. A proibição ocorreu após o grupo “Mackenzie com Lula” convocar uma assembleia de apoio ao candidato petista. O encontro estava previsto para as proximidades da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. A direção informou ter recebido manifestações de preocupação de integrantes da comunidade universitária. Também destacou que o ato não havia recebido autorização prévia. Com a medida, o Mackenzie proibiu manifestações partidárias para proteger seus frequentadores.

 

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