O líder do partido árabe Ra'am, Mansur Abbas, sinalizou disposição para negociar tanto com a oposição quanto com aliados de Netanyahu. O primeiro-ministro, entretanto, descartou explicitamente a possibilidade de formar uma coalizão com os partidos árabes. Eisenkot também demonstrou reservas quanto à participação dessas legendas, citando exigências relacionadas ao reconhecimento de Israel como Estado judeu e à oposição ao Hamas. A campanha ocorreu em meio à pressão de Netanyahu por novos ataques contra o Irã, levantando preocupações sobre o uso da segurança nacional para fins eleitorais. Analistas alertaram que a ausência de uma maioria definida poderá prolongar a instabilidade política israelense. Para Dahlia Scheindlin, colunista do jornal Haaretz, a oposição está apenas ligeiramente à frente, e a contagem final poderá alterar o cenário. Ela destacou ainda o crescimento da participação dos cidadãos árabes, que compareceram às urnas em proporção considerada sem precedentes. Netanyahu, que atualmente possui 68 cadeiras parlamentares, pediu aos eleitores que comparecessem em massa para impedir a vitória dos adversários. As eleições também foram marcadas por denúncias de irregularidades. Netanyahu acusou integrantes do Ra'am de tentar fraudar a votação após a detenção de três funcionários com envelopes contendo cédulas. As autoridades eleitorais classificaram o episódio como isolado e informaram que o caso estava sob investigação. O Likud, partido de Netanyahu, solicitou a prorrogação do horário de votação, mas a Comissão Eleitoral rejeitou o pedido. A disputa permanece indefinida, e a formação do próximo governo dependerá dos resultados finais e da capacidade dos partidos de estabelecer alianças.

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