No governo Lula, o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida foi denunciado por importunação sexual contra Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial. Ele nega as acusações e afirma ter sido vítima de intriga política. O ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho também foi denunciado por suspeita de corrupção e desvio de emendas parlamentares. Ele nega irregularidades e afirma que uma denúncia não representa condenação. Outros investigados incluem ex-dirigentes do INSS, acusados de envolvimento em desvios de recursos de aposentados, além de ex-auxiliares presidenciais suspeitos de tráfico de influência. Entre os casos relacionados ao Banco Master, o ex-ministro Ciro Nogueira é investigado por suposto recebimento de pagamentos de Vorcaro, enquanto Fábio Faria é citado em conversas com o ex-banqueiro. Ambos negam irregularidades. A lista também reúne acusações de assédio sexual, homofobia, corrupção, lavagem de dinheiro e perseguição a servidores e indígenas. Os processos estão em diferentes fases, incluindo investigações policiais, denúncias, ações penais e condenações. Os acusados citados negam irregularidades em diversos casos, e as denúncias ainda dependem de decisões judiciais quando não houve julgamento definitivo.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2026
EX-INTEGRANTES DOS GOVERNOS BOLSONARO E LULA RESPONDEM A PROCESSOS
Quase quatro anos após o fim do governo Jair Bolsonaro (PL), 18 integrantes de sua gestão são investigados, processados ou cumprem penas por diferentes acusações. Levantamento da Folha mostra que a maioria dos casos envolve crimes ou irregularidades ocorridos entre 2019 e 2022. Outros estão relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com movimentações mais intensas em 2024 e 2025. No terceiro governo Lula (PT), seis ex-integrantes ou ocupantes de cargos importantes também são alvo de investigações ou processos judiciais. Metade dos casos envolve fatos ocorridos durante a atual gestão, e os demais são anteriores a 2023. Entre os bolsonaristas condenados pela tentativa de golpe de Estado estão o próprio ex-presidente, ex-ministros da Defesa, um ex-comandante da Marinha e generais de quatro estrelas. Flávio Bolsonaro defende revisar essas condenações e conceder anistia aos envolvidos. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso em Brasília, busca a revisão de sua condenação. Já Eduardo Pazuello responde a uma ação de improbidade administrativa relacionada à condução da pandemia, com acusação de prejuízo de R$ 122 milhões aos cofres públicos. O Ministério Público Federal afirma que Pazuello deixou de comprar vacinas em 2020 e optou por medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Sua defesa considera a ação improcedente. Outro caso envolve Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil. Ele é investigado pela compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, que pagou antecipadamente R$ 48,7 milhões sem receber os equipamentos. Sua defesa afirma que a aquisição ocorreu em situação emergencial. Na gestão Bolsonaro, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o ex-presidente do Ibama Eduardo Bim respondem a processo sobre suspeitas de facilitação do contrabando de madeira amazônica. A investigação aponta a exportação irregular de cerca de 3.000 cargas. A Procuradoria-Geral da República pediu a absolvição de Salles por falta de provas.
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