O governo atribui parte da violência a grupos radicais e criminosos que aproveitam as manifestações para saquear estabelecimentos. Organizações sociais, porém, criticam as restrições ao direito de protestar. Em Paris, comerciantes protegem vitrines com painéis de madeira e avaliam manter as lojas fechadas por medo de novos ataques. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da França, Alain Di Crescenzo, relatou que alguns comerciantes cogitaram usar armas e objetos para defender suas propriedades, mas pediu que evitem a violência. Museus como o Louvre, d'Orsay e Picasso, além de unidades da Ópera de Paris e das fundações Cartier e Louis Vuitton, anunciaram que permanecerão fechados neste sábado. Também há preocupação com possíveis confrontos em Orléans, onde ocorre o congresso anual do partido de ultradireita Reunião Nacional, de Marine Le Pen. Grupos de esquerda e antirracistas convocaram protestos contra o encontro. A escalada da violência aumenta a pressão sobre Macron, que enfrenta dificuldades para conter a insatisfação social e avançar com medidas de ajuste fiscal. A crise ocorre a seis meses da eleição presidencial, enquanto Marine Le Pen aparece à frente nas pesquisas e utiliza os distúrbios para denunciar o enfraquecimento do Estado.

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