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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

ALCKMIN PODERÁ ASSUMIR O MINISTÉRIO DA FAZENDA


A formação do quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva deverá ser definida a partir do fim de novembro. Fontes do Palácio do Planalto não esperam mudanças significativas ou surpreendentes na equipe ministerial. 
O vice-presidente Geraldo Alckmin é cotado para assumir o Ministério da Fazenda, numa tentativa de recuperar a confiança do mercado financeiro e demonstrar compromisso com o equilíbrio fiscal. Nesse cenário, Dario Durigan poderia substituí-lo no Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, mantendo as negociações comerciais com os Estados Unidos. O deputado André Janones, reeleito pela Rede, ganhou destaque na campanha do segundo turno, mobilizando militantes e eleitores contra Flávio Bolsonaro. Lula sinalizou que ele poderá ter papel importante na comunicação do governo, embora setores do PT questionem seus métodos de mobilização. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também saiu fortalecido. Ele teve participação importante na reeleição do governador Elmano de Freitas e ajudou a reorganizar a campanha presidencial no segundo turno, ao lado de Rafael Fonteles e Edinho Silva. Camilo é cotado para a Casa Civil ou para retornar ao Ministério da Educação, mantendo visibilidade política para o futuro. Entretanto, disputa espaço com Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, derrotado por Tarcísio de Freitas na eleição paulista.

A ex-ministra Gleisi Hoffmann também aparece entre os possíveis nomes para a Casa Civil. Apesar de não ter sido eleita senadora pelo Paraná, ela mantém a confiança de Lula e pode ocupar uma função estratégica no governo. Alexandre Padilha deverá permanecer no Ministério da Saúde. Sua gestão ampliou a visibilidade da pasta e fortaleceu a articulação com estados, municípios e Congresso. Sua atuação nas redes sociais também é considerada importante para divulgar programas governamentais. Simone Tebet e Marina Silva, derrotadas na disputa pelo Senado em São Paulo, deverão voltar ao governo, mas não necessariamente aos ministérios que ocupavam anteriormente. Tebet é cotada para retornar ao Planejamento, embora dispute a vaga com Miriam Belchior, que também poderá assumir a presidência da Petrobras. Marina Silva, crítica da exploração de petróleo na Margem Equatorial, também é mencionada para comandar a estatal. Lula pretende fortalecer a produção de energia limpa e renovável, transformando essa área em uma das prioridades futuras da empresa.


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